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Estado de Minas

Superlotação provoca mais três mortes no Everest


postado em 24/05/2019 06:25

As autoridades anunciaram nesta sexta-feira três mortes de alpinistas nas últimas horas no Everest, o que eleva a sete o número de vítimas fatais na maior montanha do planeta na atual temporada.

Dois alpinistas indianos morreram na quinta-feira, informou à AFP Mira Acharya, porta-voz do Departamento de Turismo do Nepal. Organizadores de expedições anunciaram o falecimento de um terceiro alpinista.

Na atual temporada foram registrados "engarrafamentos" impressionantes na montanha de 8.848 metros. O período entre o fim de abril e o mês de maio é considerado mais vantajoso para a escalada do monte, pois as condições meteorológicas são menos extremas.

A indiana Kalpana Das, 52 anos, chegou ao topo do Everest, mas faleceu na quinta-feira à tarde no momento da descida. Outro indiano, Nihal Bagwan, 27 anos, também morreu durante a descida.

"Ele ficou bloqueado no engarrafamento durante mais de 12 horas e estava esgotado. Os guias sherpa o trouxeram ao campo 4 e morreu no local", afirmou Keshav Paudel, da agência Peak Promotion.

No lado tibetano da montanha, menos movimentado que o lado nepalês, morreu um alpinista austríaco de 65 anos, anunciou um organizador de expedição.

No ano passado foram registradas cinco mortes na temporada de escalada do Everest.

Desde que as autoridades nepalesas liberaram a escalada no Monte Everest nos anos 1990, as expedições comerciais aumentaram, assim como o número de alpinistas.

Este ano o Nepal concedeu para a temporada de primavera (hemisfério norte) o recorde 381 permissões, ao preço de 11.000 dólares por pessoa, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Cada titular de uma permissão é acompanhado pior um guia, o que significa que mais de 750 pessoas estão na rota para a escalada.

Ao menos 140 receberam permissões para escalar o Everest a partir do flanco norte, no Tibete.

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