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Estado de Minas

Operação contra esconderijo do EI no Sri Lanka deixa 15 mortos


postado em 27/04/2019 08:43

Ao menos 15 pessoas, incluindo seis crianças, morreram na madrugada deste sábado durante uma operação das forças de segurança contra um esconderijo do grupo jihadista Estado Islâmico no Sri Lanka, informou a polícia.

Quando militares e policiais se preparavam para invadir o esconderijo, em uma casa de Kalmunai, no leste do país, três homens se explodiram, matando seis crianças e três mulheres.

"Outros três homens", supostamente suicidas membros do grupo, morreram fora da residência, informou a polícia.

O assalto provocou um tiroteio de mais de uma hora e os corpos foram descobertos quando o confronto terminou, revelou o porta-voz do Exército Sumith Atapattu.

As forças da ordem não sofreram qualquer baixa.

Na sexta-feira, a polícia encontrou 150 bananas de dinamite e uma bandeira do EI durante uma batida em Sammanthurai, no local onde foi gravado o vídeo reivindicando os atentados do Domingo de Páscoa, segundo investigadores.

No domingo, ataques contra igrejas e hotéis de luxo no Sri Lanka atribuídos a extremistas islâmicos deixaram ao menos 253 mortos.

Até o momento 74 pessoas foram detidas, incluindo um homem que as autoridades acreditam ser o pai de dois homens-bomba.

Na sexta-feira, o governo informou que o extremista cingalês Zahran Hashim, considerado peça-chave dos atentados, morreu durante o ataque a um dos hotéis de luxo de Colombo.

Hashim aparecia no vídeo do Estado Islâmico que reivindicou a autoria dos ataques. Nas imagens, ele comanda sete homens em um juramento de lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al Bagdadi.

Zehran Hashim era o líder do National Thowheeth Jama'ath (NTJ), grupo extremista local relativamente desconhecido até domingo e que o governo cingalês acusa de ter executado os atentados.

Por razões de segurança, as igrejas católicas foram fechadas até nova ordem e algumas mesquitas cancelaram a oração de sexta-feira. Naquelas que não fecharam, o comparecimento não foi grande e a oração foi realizada em meio a fortes medidas de segurança.

"Agora temos informações que apontam que 140 pessoas no Sri Lanka estariam ligadas ao Estado Islâmico. Podemos e vamos erradicá-las rapidamente", anunciou o presidente Maithripala Sirisena na sexta-feira, anunciando uma lei para proibir grupos islamitas.

Com o governo na defensia por ignorar as advertências de outros países sobre a alta probabilidade de ataques, o principal líder da polícia do Sri Lanka, o inspetor geral (IGP) Pujith Jayasundara, renunciou.

Na quinta-feira, o chefe do ministério da Defesa já havia renunciado

Um alerta que o chefe de polícia emitiu em 11 de abril advertindo que o NTJ preparava ataques, nunca foi comunicado ao primeiro-ministro ou a ministros de alto escalão, em um contexto de disputa de poder entre o chefe de governo, Ranil Wickemesinghe, e o presidente Sirisena, também ministro do Interior e da Defesa.

O primeiro-ministro Wickremesinghe pediu desculpas na noite de sexta-feira no Twitter em nome do governo: "Nós assumimos nossa responsabilidade coletiva e pedimos desculpas aos nossos concidadãos por nossa incapacidade de proteger as vítimas destes trágicos eventos".

Nos últimos dias, vários países ocidentais pediram a seus cidadãos que não visitem o Sri Lanka ou deixem o país. A Austrália chegou a considerar que "novos" ataques eram "prováveis".

Por sua vez, os Estados Unidos desencorajaram seus cidadãos a viajar para o país, afirmando ter "capacidade limitada de assistência aos cidadãos norte-americanos no Sri Lanka" em razão do "terrorismo" no país.

Os ataques podem fazer, de fato, com que o setor de turismo deixe de ganhar até 1,5 bilhão de dólares este ano, anunciou o ministro das Finanças da ilha.


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