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Estado de Minas

Zona do euro está 'preocupada' com análise do governo italiano


postado em 05/11/2018 13:26

Os ministros de Finanças da zona do euro devem, nesta segunda-feira, apoiar a Comissão Europeia em sua disputa com Roma, duas semanas após sua decisão de rejeitar o orçamento de 2019 do governo italiano.

"Todo mundo está preocupado", disse um alto funcionário europeu sobre a tensão entre a Comissão, guardiã das regras fiscais do bloco, e uma Roma determinada a defender seu orçamento para o ano que vem.

Os ministros de Finanças dos 19 países do euro devem apoiar, segundo várias fontes, a decisão de Bruxelas de 23 de outubro de rejeitar o plano orçamentário italiano por um "claro desvio" das regras.

O Executivo tem em vista especialmente a meta de déficit de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), bem acima dos 0,8% acordados com o governo italiano anterior, de centro-esquerda.

O governo atual, composto por extrema direita e antissistemas, tem até 13 de novembro para apresentar um projeto revisado, sob pena da exposição a um "procedimento por déficit excessivo" e de sanções de longo prazo.

"Eu não acredito que chegaremos a sanções", disse Luigi di Maio, um dos vice-presidentes do governo italiano, ao Financial Times nesta segunda-feira, para quem "o procedimento será aberto, mas haverá uma fase de diálogo".

Para o político do Movimento 5 Estrelas, o orçamento expansionista poderia "reduzir" consideravelmente a importante dívida pública italiana, em 131% do PIB, e até representar um modelo a ser seguido, se funcionar.

O chefe de Estado italiano, Sergio Mattarella, cuja função é acima de tudo simbólica, apesar de sua autoridade ser respeitada, pediu ao governo que "realize um diálogo construtivo com as instituições europeias".

"Nunca mais uma Itália está de joelhos", disse o vice-presidente do governo italiano, o esquerdista Matteo Salvini, que convocou uma manifestação em 8 de dezembro em Roma contra os "senhores de Bruxelas".

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