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Estado de Minas

Trump se prepara para vitória em batalha pela Suprema Corte


postado em 06/10/2018 09:00

O presidente americano, Donald Trump, se prepara para uma vitória neste sábado (6) com a confirmação polêmica de seu candidato à Suprema Corte, o juiz Brett Kavanaugh, acusado de agressão sexual.

O Senado, que ratifica ou rejeita as indicações de integrantes para a Suprema Corte, votará depois das 15H30 (16H30 de Brasília), ao final de um processo de confirmação caótico, marcado pelas acusações de agressão sexual contra o magistrado de 53 anos quando ele era adolescente.

Salvo surpresa, os senadores devem ratificar Kavanaugh por uma estreita maioria. Os republicanos votariam em bloco em favor do magistrado e os democratas o rejeitariam em bloco, com uma exceção em cada campo.

Prevê-se que o juiz preste juramento nos próximos dias, incorporando-se à mais alta instância judicial do país, que atesta a constitucionalidade das leis e arbitra conflitos da sociedade (direito ao aborto, pena de morte, casamento homossexual, regulação do porte de armas, proteção do meio ambiente, etc).

A entrada na Suprema Corte deste defensor fervoroso dos valores conservadores colocará os juízes progressistas e, minoria - quatro de nove - provavelmente por várias décadas

"É um grande dia para os Estados Unidos", disse o chefe da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, à Fox News, onde parabenizou seus colegas por "não cederem à pressão".

Os democratas e os defensores dos direitos civis se mobilizaram desde a indicação de Kavanaugh, em julho, para tentar evitar sua confirmação, realizando campanhas de propaganda e manifestações destinadas a mudar o voto dos senadores moderados republicanos.

- "Nada" no relatório -

A Casa Branca se mantém confiante na confirmação, em meio à maioria republicana de 51 a 49 no Senado. De qualquer maneira, três senadores republicanos disseram estar indecisos quanto à sua posição sobre Kavanaugh. O juiz é acusado pela professora universitária Christine Blasey Ford de tentar violentá-la em uma festa em 1982, quando ambos eram alunos do Ensino Médio.

O juiz Kavanaugh, um brilhante magistrado de valores conservadores, seguia em um caminho quase certo para sua confirmação, quando foi acusado de uma tentativa de estupro em 1982.

Em uma audiência acompanhada por 20 milhões de americanos, Christine Blasey Ford, de 51 anos, disse estar "100%" segura de ter sido agredida por ele. O juiz insiste em sua inocência.

Diante dessas posturas irreconciliáveis, o Senado solicitou uma investigação complementar ao FBI (a Polícia Federal americana), que entregou seu relatório confidencial na quarta à noite à Casa Branca.

"Não encontramos nada, nada que corrobore as acusações", afirmou o influente senador republicano Orrin Hatch.

Os advogados de Blasey Ford estimaram, por sua vez, que a investigação não foi satisfatória. "Uma investigação do FBI que não incluiu os depoimentos da Dra. Ford e do juiz Kavanaugh não pode ser considerada uma investigação satisfatória", escreveram em um comunicado.

Na sexta-feira, os senadores decidiram encerrar os debates. Dos quatro senadores que até agora haviam reservado seu voto, três - os republicanos Jeff Flake e Susan Collins e o democrata Joe Manchin - anunciaram que apoiariam Kavanaugh.

No campo republicano, apenas Lisa Murkowski disse que rejeitará a indicação. "Brett Kavanaugh não é o homem certo para a Corte neste momento", explicou à imprensa.

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