O Parlamento do Chipre aprovou, na noite desta sexta-feira, um pacote de medidas de austeridade para limitar o déficit estatal e tentar evitar um plano de resgate por parte da União Europeia, embora tenha adiado para 15 de setembro uma importante votação do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA).
A votação foi precedida de semanas de negociações entre o governo de esquerda, minoritário no Parlamento, e a oposição, que se opõe a um aumento do IVA por considerar que esta medida afetaria especialmente os mais desfavorecidos. Entre as medidas aprovadas está uma redução de 10% dos salários inicial dos funcionários, o congelamento de salários para 2012, a fixação de um teto da renda para os empréstimos sociais e a luta contra a evasão fiscal.
Também está previsto um aumento de 10% a 15% das taxas de juros das poupanças e um aumento de 30% a 35% sobre o imposto para as pessoas que ganham salários superiores a 60.000 euros anuais. Os funcionários darão 3% de seus salários para a cotação das pensões e o governo se comprometeu a cortar 5.000 funcionários públicos nos próximos cinco anos.
Com estas medidas, o governo pretende reduzir o déficit orçamentário para 5,5% em 2011 e a 2,5% em 2012. O governo pediu um voto favorável às medidas assegurando que a reputação de Chipre estava em jogo, em um país que vê as agências de classificação rebaixarem regularmente sua nota da dívida soberana.
Publicidade
CRISE
Chipre aprova medidas de austeridade para evitar resgate
Publicidade
