Jornal Estado de Minas

OBRAS À VISTA?

Autoridades criam comitê para resolver enchentes na Avenida Tereza Cristina

Sempre que a temporada de chuvas chega na Grande BH, a Avenida Tereza Cristina, entre a capital e Contagem, se torna uma área de risco para a população. Enchentes na via são frequentes sempre que São Pedro resolve “abrir a torneira”.





 

Quando procuradas, no entanto, as prefeituras de Contagem e de Belo Horizonte costumam jogar o problema para o vizinho. Com objetivo de acabar com esse jogo de empurra, as autoridades criaram um comitê, junto ao governo de Minas, para conseguir recursos para as obras.

 

 

 

O anúncio foi feito na noite desta terça (26/1), após reunião.

 

O encontro teve a presença da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT); o vice-prefeito de BH, Fuad Noman; e o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato.





 

“O objetivo do grupo é unir esforços na busca de recursos para intervenções de controle das cheias de córregos como o Ferrugem e Riacho das Pedras, que em períodos de chuva provocam o transbordamento do Ribeirão Arrudas e enchentes em avenidas como a Tereza Cristina”, informou a PBH em nota.

 

Técnicos em engenharia das três partes também fizeram parte do encontro.

 

O histórico de enchentes na avenida, uma das mais importantes ligações de BH, é um problema quase centenário, surgido nos anos 1920, quando a urbanização da capital de Minas Gerais avançou sobre os cursos d'água, para construir o que chamavam na época de avenidas sanitárias. 
 
Em 15 de janeiro de 2021, a Avenida Tereza Cristina voltou a alagar durante temporal que atingiu a Região Oeste de BH no fim da tarde de sexta-feira, fez o Arrudas transbordar e arrastou carros próximo à Vila São Paulo.
 
Parte da via teve o asfalto arrancado e moradores às margens da avenida tiveram as casas invadidas pela chuva, uma cena que se repete há anos.
 

 

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