Jornal Estado de Minas

BUSCAS NA ÁGUA

Encontrados corpos de duas vítimas do acidente com caminhão, em Monlevade

O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã desta quinta-feira (14/1), os corpos de duas vítimas da queda de um caminhão no Rio Piracicaba, às margens da BR-381, João Monlevade, Região Central de Minas. 





Conforme o tenente Neymar Gomes, o primeiro cadáver foi localizado dentro da cabine do veículo, preso pelo cinto de segurança e ferragens. Os militares presumem que se trata do motorista. Em razão da pouca visibilidade debaixo d'água, o corpo será retirado junto com caminhão. 

O outro corpo flutuava nas águas do rio e já foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de João Monlevade



As outras vítimas ainda não foram encontradas. Segundo o tenente Neymar, é possível que elas estejam presas na cabine ou outro compartimento, que podem ter sido amassados pelo impacto da queda ou se desprendido e, posteriormente, levados pela correndeza. 

Os trilhos de trem próximos ao trecho do acidente, que pertencem à Vale, estão sendo limpos pela empresa para facilitar o acesso ao curso d'água. O local foi tomado pelo mato, o que dificulta a passagem do guincho mobilizado para içar o caminhão. 



A Polícia Civil chegou à região no início desta tarde e conversa com os familiares das vítimas. Um represente da JFS mineradora também está presente.   



Tragédia

O caminhão caiu no Rio Piracicaba, às margens da BR-381, na tarde de quarta-feira (13), matando quatro pessoas: Carlos Sebastião Félix, Herivelton Damasceno Cardoso, Marciano Carvalho Abreu e José Geraldo Anísio Leite. Eles eram funcionários da JFS Mineradora e, na ocasião da tragédia, se deslocavam para pavimentar uma rua. Os bombeiros suspeitam de que o motorista perdeu o controle do veículo, que acabou caindo no rio. 

A operação de resgate teve início na manhã desta quinta-feira (14/1) e mobiliza cinco mergulhadores de batalhões da CBMMG de Itabira, Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano. A corporação explicou que as buscas estão sendo realizadas a cerca de 20 metros de profundidade, onde a visibilidade é praticamente nula. A procura pelos mortos depende quase que exclusivamente do tato dos agentes.

O local do acidente é conhecido como "Ponte Torta" - o mesmo onde, em 4 de dezembro de 2020, um ônibus despencou, matando 19 pessoas.

*Estagária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz

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