Um engenheiro civil da capital mineira, fascinado pela música, criou uma valsa em homenagem a Belo Horizonte, que completa 117 anos nesta sexta-feira. Rodrigo Guimarães Pena, de 62 anos, conta que compôs a letra inicialmente como um poema, ainda em 1998. Quando amigos lhe disseram que a cidade não possuía um hino, ele decidiu transformar o poema em música.
Apesar de não ter conseguido firmar a composição como canção oficial da cidade, Pena continuou trabalhando na letra e a transformou em uma valsa. Clique no podcast abaixo para ouvir a música:
Valsa de um Belo Horizonte
Em Minas existe um lugar,
De um horizonte
O mais belo que há
Teu nome é um poema
Nascido nos montes
Nas águas dos rios
No vale das fontes
A amizade está sempre presente
Nas ruas
No olhar desta gente
De um jeito sereno
Um café, pão de queijo
Um bom dia, no aceno
E o abraço é com beijo
Tem Mineirão, tem Pampulha
E a Igrejinha nas beiras
Tem parques com flores
E o Mercado Central
Savassi, dos jovens
Nos bares, nas feiras
Palácio das Artes
Nasceu musical
E se alguém me pergunta
Se existe outro assim
Meus olhos respondem por mim:
Laraiá laraiá, ah! BH
Laraiá laraiá, é meu lugar
Laraiá laraiá, ah! BH
Laraiá laraiá, sempre hei de amar
Ah, se outra vida eu tivesse
Se eu nascesse do chão
Como a mina acontece
Nascia outra vez neste chão
(faço prece)
De Minas és face
E os Gerais coração
Guardiã de orgulhosa
Bandeira mineira,
Trindade vermelha,
Do sangue da raça,
Liberdade é teu nome
E o Brasil sabe bem
Pátria-Minas "Libertas
Quae Sera Tamen"
Belo Horizonte
Um amor, te confesso
Sem ti não há canto
Sem ti não há verso
És forma de encanto
Que Deus faz sem par
Coração do Brasil, BH
Laraiá laraiá, ah! BH
Laraiá laraiá é o meu lugar
Laraiá laraiá, ah! BH
Laraiá laraiá, sempre hei de amar
