
Waldinei e a esposa moravam juntos há sete anos. Na casa no Bairro Jardim Alvorada, viviam o menino que morreu, outra enteada de 10 anos e um filho de três anos do casal. De acordo com o delegado Marcio Rocha, o assassinato ocorreu em 2010. No dia do crime, Waldinei saiu de casa para levar a mulher e filho no ponto de ônibus para que fossem a uma consulta médica. Antes de sair de casa, ele já havia brigado com os enteados, advertindo sobre o comportamento deles e disse que conversariam quando ele voltasse.
Segundo a polícia, ao retornar à residência, Waldinei chamou o menino para o fundo do quintal e enforcou até a morte. Ao perceber que a criança não reagia, ele amarrou uma corda no pescoço dele e pendurou em um árvore para simular o suicídio. A outra enteada afirmou, em depoimento, que ficou em casa com muito medo do padrasto.
Waldinei ligou para esposa informando sobre a morte do menino, dizendo que encontrou o enteado pendurado na árvore. Desesperada, a mãe voltou para casa, acionou o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) que apenas constatou o óbito. Desde o início, a polícia desconfiou da versão de Waldinei e equipe da Delegacia de Homicídios entrou no caso. Eles investigaram até mesmo a participação da mãe no crime, mas foi descartada.
Os investigadores constaram que o nó da corda dificilmente seria feito por uma criança. Viram ainda que as lesões causadas no pescoço do menino eram incompatíveis com a versão de suicídio. Além disso, foi feita a reconstituição dos fatos e o suspeito caiu em contradição várias vezes. A polícia reuniu provas, indicou Waldinei e a Justiça determinou a prisão preventiva dele.
O homem foi preso em casa, surpreendido depois de anos de investigação. Waldinei foi detido no Bairro São Gabriel, na casa dos pais, local onde voltou a morar depois de se separar da esposa. O casal rompeu depois que as investigações começaram a apontá-lo como autor do crime. O homem está preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) São Cristóvão.
Histórico
De acordo com a polícia, a família tem histórico de violência doméstica. A mãe do garoto já foi denunciada ao Conselho Tutelar por agressão às crianças. O menino assassinado andava com roupas longas para esconder hematomas, resultado de espancamentos que sofria. Para a polícia, os filhos viviam em ambiente familiar conturbado. O delegado contou que o garoto era fruto de um relacionamento da mãe com o namorado da avó.
