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Estado de Minas PARCERIA PARA CRESCER

Linhas de financiamento específicas permitem empresas expandirem e se manterem


postado em 16/09/2018 09:54 / atualizado em 16/09/2018 12:53

A presença dos micro e pequenos negócios no mercado brasileiro foi se consolidando e se tornando mais significativa para a economia (especialmente como fonte de criação de empregos) a partir da desburocratização da legislação, iniciada em 2007. Até então, a informalidade era muito presente. Os processos de abertura foram simplificados especialmente para o microempreendedor individual.

A atuação formal permite ao empresário o acesso a serviços financeiros, relacionamentos bancários e vender para outras empresas. Muitos desses negócios são direcionados a pessoas e envolvem complexidade mais baixa. Uma empresa que presta manutenção de máquinas, por exemplo, quando se trata de um serviço doméstico, como o conserto de um televisor, exige o emprego básico em tecnologia. Quando presta serviço à empresa que usa maquinário como fonte de capital, como instrumento de produtividade, provavelmente os conhecimentos e tecnologias empregados são diferenciados, obrigando o empresário a buscar novos conhecimentos, novas tecnologias e mão de obra mais qualificada, provocando uma cadeia de desenvolvimento e conhecimentos, gerando melhor retorno financeiro, num círculo virtuoso.

O estudo de viabilidade técnica e econômica é o primeiro passo para buscar financiamento. A decisão de abrir uma empresa tem como missão ganhar dinheiro, o que representa que tudo a ser produzido deve se tornar receita para cobrir custos, inclusive de amortização dos investimentos. Tudo deve estar no papel de forma a permitir uma visão de qual deve ser o volume mínimo de vendas por mês para gerar a sustentabilidade do negócio. Montar estratégias promocionais, levantar a capacidade instalada de forma a atender à necessidade de clientes e, paralelamente, o planejamento financeiro, como quanto vender e custos como água, luz, telefone, salários, retirada, compra de mercadoria, impostos, comissões e taxas de cartão de crédito.

Para alavancar o negócio, adquirir máquinas e equipamentos ou mesmo reforçar o capital de giro, são muitas as linhas de financiamento oferecidas por instituições públicas e privadas. Antes de decidir obter acesso ao crédito, é bom que o empreendedor faça um plano que indique, inclusive, se há recursos na própria empresa, evitando recorrer à ajuda de bancos, instituições financeiras, amigos e familiares. Há também o capital empreendedor formado por investidores que podem ser parceiros ou sócios de um negócio.

São três as linhas básicas de financiamento: para capital de giro; investimentos (compra de máquinas e equipamentos) e a mista, para giro e investimentos. No cenário competitivo e de incertezas, as instituições normalmente solicitam garantias reais: algum patrimônio que possa assegurar o acesso ao crédito.

Para quem não tem patrimônio a oferecer em garantia, o Sebrae desenvolveu o Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas, o Fampe, parceria com instituições financeiras como Banco do Brasil, Bradesco e Banco do Nordeste em MG. “O Sebrae não empresta dinheiro, mas essa parceria pode contribuir para o acesso ao crédito, como se fosse avalista”, explica Arnou Santos, analista de finanças do Sebrae.

DEMANDAS Ademir Pereira, gerente-executivo da diretoria de micro e pequenas empresas do Banco do Brasil, diz que a instituição tem histórico de incentivo ao setor produtivo com serviços destinados ao atendimento às MPEs em suas demandas de giro. “Aprimoramos essas linhas a ponto de conceder prazo de até 36 meses e, dependendo do histórico de análise de risco, oferecer carências mais ampliadas.”

O banco foi o primeiro, segundo Ademir, a disponibilizar antecipação de recebíveis, responsável por 59,7% do total de operações de crédito para esse segmento, podendo o empreendedor antecipar, por exemplo, as operações de cartão de crédito ou desconto de títulos.

As garantias dependem do relacionamento do cliente com o Banco, mas há possibilidades como no caso de aquisição de máquinas e equipamentos, que ficam alienados ao banco, que pode também solicitar garantia adicional.

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