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Estado de Minas

Bola vai a júri por assassinato cometido em 2000

O ex-policial foi reconhecido pela irmã da vítima que presenciou o crime. Ele foi denunciado pelo MP e pronunciado pelo Tribunal do Júri de Contagem. A defesa tentou despronúncia, mas não obteve sucesso no recurso


postado em 03/07/2012 08:01 / atualizado em 03/07/2012 08:04

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai a júri popular por um crime cometido em 2000. Ele é acusado de atirar contra Roberto Novelo, que estava dentro de um veículo em frente ao estabelecimento comercial onde trabalhava. Segundo denúncia do Ministério Público, o crime foi encomendado. O ex-policial foi reconhecido pela irmã da vítima que presenciou o crime. Ela viu Bola na TV quando ele foi preso pelo envolvimento no desaparecimento de morte de Eliza Samudio, em 2010.

Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mantiveram a pronúncia proferida pelo Tribunal do Júri de Contagem. A defesa de Bola tentou recorrer da sentença alegando insuficiência de provas, mas a despronúncia foi negada. O advogado de Marcos Aparecido tentou desqualificar o reconhecimento feito pela irmã da vitima, mas não foi suficiente para sustentar o recurso.

Para a relatora do caso, desembargadora Beatriz Pinheiro Caires, a despronúncia não se mostra possível diante do contexto probatório. A magistrada afirmou que há indícios suficientes da autoria do crime, embora o réu tenha negado qualquer envolvimento no caso. “Impossível proceder à despronúncia do acusado com base apenas na alegada disparidade entre o retrato falado e a sua real fisionomia, dada a inexatidão que caracteriza esse tipo de trabalho”, acrescentou.

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