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Estado de Minas

Bola diz que detento inventou seu suposto plano de matar juíza do Caso Bruno

A polícia não descarta fazer uma acareação entre o ex-policial e o detento


postado em 22/12/2011 15:58 / atualizado em 22/12/2011 16:38

O ex-policial civil Marcos Aparecido, o Bola, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) sobre um suposto plano feito por ele para matar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o delegado Edson Moreira, e os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. Durante as perguntas feitas pelos delegados, Bola afirmou que Jaílson Alves de Oliveira, homem que revelou as ameaças, inventou a história. “Ele afirmou que não está entendendo o porque o Jaílton está falando essas coisas. Disse também que a polícia pode ouvir os outros presos que conviviam com eles na penitenciária e que ninguém vai confirmar a versão de Jaílton”, conta o chefe do Deoesp, delegado Islande Batista.

O detento procurou advogados em abril deste ano, após conversar com Bola dentro da cela que dividiam na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. Segundo Jaílton, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro. O traficante apontado pela polícia é Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, preso em novembro deste ano quando fugia da Favela da Rocinha, onde comandava o tráfico de drogas.

Nessa manhã, a noiva do goleiro Bruno Fernandes, Ingrid de Oliveira, prestou depoimento e afirmou que não sabia nada a respeito dos planos de Bola. O advogado dela, Francisco Simim, afirmou que Ingrid não conhece o traficante Nem. Ela foi a terceira pessoa ouvida pela polícia. Bruno e Macarrão também prestaram depoimento no início da semana e também negaram participação.

Após o depoimento de Bola, a polícia vai avaliar se será feita uma acareação entre o ex-policial civil e o detento que revelou o caso. Também poderá enviar uma carta precatória ao Rio de Janeiro para ouvir o Nem.

Relembre o Caso Bruno

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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