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Estado de Minas

Em acareação, primos de Bruno negam participação no desaparecimento de Eliza

Menor de 17 anos muda versão e desmente depoimento à polícia do RJ


postado em 27/07/2010 22:05 / atualizado em 27/07/2010 23:05

Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, chega ao Departamento de Investigações(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, chega ao Departamento de Investigações (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)

Depois de quase três horas de acareação, nesta terça-feira, os dois primos do goleiro Bruno Fernandes, o menor J., de 17 anos, e o caseiro Sérgio Rosa Sales, de 22, suspeitos de participação no sumiço e possível assassinato da modelo Eliza Samudio, de 25, ex-namorada do jogador, afirmaram que não participaram do crime, segundo relato de seus advogados. Durante o depoimento, eles choraram. O adolescente voltou a apresentar uma nova versão para o caso e desmentiu todo depoimento do início do mês, alegando que foi pressionado e agredido por agentes do Rio de Janeiro para afirmar que a modelo foi assassinada e teve partes do corpo jogadas para cães.

O menor negou conhecer o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de 47 anos, e disse apenas que foi convidado por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito do goleiro, para dar um susto em Eliza Samudio, que cobrava a paternidade de um bebê que na época tinha quatro meses e seria fruto do relacionamento com Bruno. “Ele desmentiu toda versão que havia dito anteriormente e se sentiu à vontade para falar. O menor contou que só participou do susto que pretendiam dar em Eliza e veio a Belo Horizonte acreditando que seria mostrado à mulher um apartamento e daí para frente não sabe de mais nada”, afirmou o advogado do adolescente, Eliézer de Almeida, ao deixar o Departamento de Investigações da Polícia Civil, no Bairro Lagoinha, Noroeste da capital.

Além de negar qualquer participação no assassinato de Eliza, o menor teria dito ainda que esteve na casa do policial há dois anos, por isso sabia detalhes do imóvel. Já Sérgio voltou a afirmar que o goleiro Bruno não tem nenhuma participação no crime. De acordo com o advogado Marco Antônio Siqueira, o rapaz manteve a mesma versão de depoimentos anteriores e também inocentou a mulher do jogador, Dayanne Rodrigues. “O Sérgio é apenas uma testemunha neste episódio. Entretanto, o menor foi questionado pelos delegados e afirmou categoricamente que o Sérgio não compareceu e não participou e nada tem a ver com essa situação que envolveu Eliza Samudio”, comentou o defensor.

A polícia Civil, por meio de um comunicado, informou que a acareação, que começou por volta das 17h45 desta terça-feira, foi produtiva. O primeiro procedimento foi a leitura de todos os depoimentos que os dois prestaram antes à polícia. Segundo informações, além dos dois, ficaram dentro de uma sala do Departamento de Investigações o delegados Edson Moreira, que preside o inquérito, e Wagner Pinto; uma escrivã; os advogados Eliézer Lima e Marco Antônio Siqueira, que defendem o adolescente e Sérgio respectivamente; a mãe do jovem de 17 anos; uma representante da Ordem dos Advogados do Brasil seção Minas Gerais (OAB-MG) e uma agente do sistema socioeducativo.

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