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Estado de Minas

Nesta sexta, Monobloco comemora seus 20 anos com festa no Distrital

Bateria mineira vai se apresentar no esquenta de carnaval. O cantor e compositor Pedro Luís diz que a proposta do bloco é pedagógica, formando percussionistas e apostando na criação coletiva


postado em 24/01/2020 04:00

Pedro Luís no desfile do bloco em 2018, no Mineirão(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Pedro Luís no desfile do bloco em 2018, no Mineirão (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Foi dada a largada para a comemoração dos 20 anos do Monobloco, que se apresenta nesta sexta-feira (24), no Distrital. Tudo começou com uma pequena oficina de batucada, criada em 2000 com o objetivo de estimular o resgate do carnaval de rua no Rio de Janeiro. De lá pra cá, o bloco surgido por iniciativa dos integrantes da banda carioca Pedro Luís e A Parede (Plap) só fez crescer.

Propondo-se a formar percussionistas em oficinas e workshops, Monobloco mantém baterias locais, apresentando-se no carnaval de Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro. Nos últimos três anos, arrastou mais de 1 milhão de pessoas na capital mineira. Em 25 de fevereiro, terça-feira gorda, tem desfile na Esplanada do Mineirão.

O cantor e compositor carioca Pedro Luís, um dos fundadores do grupo, diz que o Monobloco chega aos 20 anos como um movimento colaborativo que transforma o individual em coletivo por meio da música. O repertório é sempre eclético, emprestando novas levadas a antigos hits de todos os gêneros, do MPB, samba e funk ao rock e ao pop. Esta noite, por exemplo, a festa terá Pro dia nascer feliz (Cazuza), Onda diferente (Anitta e Ludmilla), Descobridor dos sete mares (Tim Maia), Sonífera ilha (Titãs) e Toda forma de amor (Lulu Santos). Entre os clássicos do Monobloco estão Taj Mahal e Fio Maravilha, obras-primas de Jorge Benjor. Pedro reforça que a premissa é usar o instrumental da escola de samba para contemplar a diversidade da música brasileira.

A festa de 20 anos se estende ao Rio de Janeiro e a São Paulo. A proposta é divertir, mas também ensinar, pois as oficinas transformam o leigo em percussionista apto a se apresentar no carnaval. “Em cada cidade, temos buscado aproximar músicos, cantores e monitores. Isso porque o Monobloco tem essa origem pedagógica e formadora, base de uma ação multiplicadora que vem lá do começo dos anos 2000 e acabou virando inspiração para muita gente”, explica Pedro.

BH faz parte dessa história. “2019 foi muito difícil para todo mundo. Contar com as pessoas de Minas para manter a chama viva do Monobloco é muito importante. Isso é muito bonito e também dá um caráter de autoralidade ao carnaval de BH”, acredita.

O cantor e compositor diz que as oficinas são a menina dos olhos do Monobloco. “Vários músicos trabalham com a gente há muito tempo – e não só no formato de carnaval. Baterias formadas por alunos já são grandes e fazem festas pré-carnavalescas”, orgulha-se. Boa parte dos monitores é formada por músicos profissionais, que também integram o Monobloco Show, uma espécie de banda que se apresenta durante o ano em vários pontos do país e até no exterior.

“É muita gente envolvida, por isso é difícil nos expandirmos mais, buscando outras cidades, pois o projeto demanda a formação de monitores e músicos. Para dar o padrão de ensino que a gente imagina, o nível de excelência que a gente imagina, é preciso investir nessa formação”, conclui.


MONOBLOCO: 20 ANOS
Distrital do Cruzeiro. Rua Opala, s/nº, Cruzeiro, (31) 3284-0709. Nesta sexta-feira (24), a partir das 20h. Ingressos: R$ 20, à venda no site Sympla


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