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Estado de Minas MOVIDOS A LICOR

Nova loja no Mercado Novo reúne 45 tipos da bebida com sabores típicos de várias partes de Minas


postado em 06/12/2019 04:00

Gustavo Ávila diz que um dos desafios é tirar o estigma do licor, limitado a bebida doce ou enjoativa(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Gustavo Ávila diz que um dos desafios é tirar o estigma do licor, limitado a bebida doce ou enjoativa (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Há pelo menos um ano, o Mercado Novo, no Centro de Belo Horizonte, vem se reinventando com pequenos estabelecimentos dedicados a comes e bebes específicos produzidos em Minas Gerais. Com variedade de opções para o público, tornou-se um dos principais destinos do momento na noite da capital, impulsionado por novidades. Quem acaba de abrir as portas no concorrido segundo andar é O Andarilho, focado em licores e coquetéis preparados com a bebida, caracterizada por carregar sabores típicos de várias regiões do estado.

Para se juntar como uma alternativa às lojas já existentes naquele espaço, especializadas em cerveja, chope, cachaça ou gim, os sócios Rodrigo Araújo e Gustavo Ávila oferecem 45 licores de várias localidades mineiras. São servidos individualmente, gelados, por R$ 8 a dose, sempre acompanhados por um petisco, que pode ser queijo canastra com molho de jabuticaba, mix de castanhas, chips de banana ou mix de frutas secas. Ou em 33 opções de shots (50ml, R$ 8), que combinam um ou mais sabores a outros ingredientes. Um deles é o Bola de fogo, que mescla licores de curaçao, frutas vermelhas e abacaxi, com uma finalização incandescente.

Outro trunfo do bar são sete tipos de drinques mais elaborados. Um deles é o Refresca cuca, feito com cachaça de jambu, licor de marolo produzido em Três Pontas, gengibre e hortelã. Dependendo da época do ano, o licor de marolo é substituído pelo de araticum. Servido em copo maior, custa R$ 16. “Esse é muito refrescante. As pessoas ficam surpresas. Uma coisa que tentamos é desmitificar essa ideia de que o licor é uma bebida doce ou enjoativa. Achando a combinação certa, ele funciona como realce do sabor de outras bebidas”, explica Gustavo.
Casa promete reinventar os sabores mineiros em licores e coquetéis sem abusar do açúcar
Casa promete reinventar os sabores mineiros em licores e coquetéis sem abusar do açúcar

Com características parecidas, Rodrigo destaca também o Jeca tatu, preparado com licor de jenipapo fabricado em Bocaiúva, limão, hortelã e cerveja. “É um coquetel bem diferente e bem único. No começo, quando ainda estava em processo de elaboração, ninguém conseguia identificar os ingredientes. É uma opção refrescante, que leva um fruto típico do cerrado mineiro”, argumenta o empresário, que também é proprietário do bar Bucaneiro, no Bairro Anchieta, onde o carro-chefe também são os drinques e shots.

A aposta em um estabelecimento focado em licores veio da percepção da dupla de que a bebida tem forte apelo regional em outros lugares do mundo e que em Minas Gerais não seria diferente. Pelo contrário. “O Rodrigo esteve no México e conheceu casas especializadas em bebidas locais. Eu morei na Alemanha e, por lá, eu tinha visto o mesmo, especialmente com licores. É comum cada cidade ter sua bebida típica. Conversando, vimos que Minas Gerais também tem isso fortemente. Até pelo fato de ser um estado grande, com clima e vegetação diversos, as opções de licores são muitas em cada região. Começamos a pesquisar e fomos conhecendo vários deles”, detalha Gustavo Ávila

No cardápio, além de variedades mais tradicionais, como laranja, banana, maracujá, menta, café ou pequi, há ainda os mais exóticos, como o licor de hibisco, de limão capeta e o Amargutta, que mistura 19 ervas, cascas, raízes e sementes amargas e aromáticas. Dentro da proposta do Mercado Novo, é possível consumir os produtos d’O Andarilho e circular pelos corredores para degustar as especialidades das outras lojas do espaço.

O ANDARILHO
Mercado Novo. Avenida Olegário Maciel, 742, 2º andar, corredor B, lojas 2015 e 2016. De quarta a sexta-feira, das 18h à meia-noite; sábado, das 12h à meia-noite; domingo, das 12h às 18h.


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