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Festa Portuguesa terá pratos que unem as culinárias lusitana, africana e mineira


postado em 07/06/2019 04:07

(foto: Festa Portuguesa/Divulgação)
(foto: Festa Portuguesa/Divulgação)



Cores, temperos característicos e o sabor singular definem bem a comida mineira. As receitas, que fazem sucesso em todo o país, são resultado do modo de cozinhar africano e português. Pensando nisso, a Festa Portuguesa escolheu como tema de sua nona edição a influência lusa na culinária mineira. O evento será realizado neste sábado (8). O festival contará com vinhos e comidas típicas de Portugal, atrações culturais e o concurso gastronômico que premiará os pratos que apresentarem, da maneira mais criativa, a influência lusitana na gastronomia de Minas.

Para mesclar elementos tradicionais das duas cozinhas, Leonardo Duarte, chef do Restaurante do Porto, criou o Belo-horizontino. “Esse prato é uma remontagem do feijão-tropeiro. Quando eu estava planejando, pensei: O que é que o mineiro mais come? Aí, me lembrei que um dos pratos que mais fazem sucesso por aqui é o feijão-tropeiro”, conta. O chef decidiu adaptar a comida dos tropeiros de forma que os ingredientes que não são usados em Portugal fossem retirados da receita. Dessa forma, o Belo-horizontino leva feijão-branco, cenoura, brócolis e lombo de bacalhau desfiado e confitado no azeite. O prato serve uma pessoa e será vendido a R$ 38.

Além disso, o Restaurante do Porto vai vender comidas típicas como o Bacalhau Gomes de Sá (R$ 34, individual), pasteizinhos de bacalhau com catupiry (R$ 28, oito unidades) e “os mais crocantes bolinhos de bacalhau de Belo Horizonte”, brinca Leonardo. A porção com oito unidades será vendida a R$ 28.

Também não faltou criatividade na elaboração do Mestiça, prato que vai concorrer pela Casa Di Maria. “A gente pensou em mostrar as influências das culinárias portuguesa e africana. Depois de muita pesquisa, descobrimos que, reza a lenda, por volta dos séculos 16 a 18, um escravo estava fazendo uma queijada e decidiu substituir o queijo pelo coco”, conta Helton Araújo.

O Mestiça levou 10 dias para ficar pronto e vai participar do concurso na categoria sobremesa, sendo vendido a R$ 12 (unidade). A adaptação do doce português é dividida em três fases. “Na parte superior, fizemos uma queijada portuguesa, com queijo. Na parte de baixo, está a queijada com coco. E, no meio, colocamos figos. Neste prato misturamos os dois tipos do doce para mostrar as influências portuguesa e africana!”, observa Helton.

Além do Mestiça, a Casa Di Maria preparou pastel de nata com bacalhau (R$ 10, unidade), pastel de queijo com natas (R$ 10, unidade) e um kit com minitravesseiros de sintra, minipastéis de Belém, minitoucinho do céu e minipastel de Santa Clara do Convento de Coimbra. A caixa com 12 unidades sortidas das sobremesas será vendida por R$ 36. Para acompanhar os doces o cliente poderá pedir um café espresso (R$ 6).

O português Cristóvão Laruça, chef do restaurante Caravela, é veterano na Festa Portuguesa. Para esta edição, preparou um menu completo. O primeiro prato é o porquinho grelhado com pimenta biquinho defumada e jiló (R$ 28). “O porquinho grelhado é típico da gastronomia portuguesa e o jiló é bem característico da comida mineira. Então, resolvemos juntar os dois”, conta o chef.

O prato principal que concorrerá pelo restaurante Caravela é o Bacalhau à mineira, confitado, com bambá de coco, combinando o peixe português com um típico prato mineiro: para o evento, o bambá teve a couve substituída pelo coco. O prato será vendido por R$ 34. Para a sobremesa, Cristóvão servirá o pastel de nata com espuma de café, que será vendido por R$ 14 (unidade).

ATRAÇÕES O evento contará também com feira de vinhos e cervejas portuguesas e apresentações culturais da Banda da Polícia Militar de Minas Gerais, Charanga Pop, Choro por Elas, Coro Luís de Camões e o Grupo Folclórico Gil Vicente, que apresentará danças tradicionais de Portugal.

9ª FESTA PORTUGUESA
Sábado, 8 de junho, das 10h às 22h, no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto. Acessos pela Rua Bernardo Mascarenhas, esquina com Rua Tenente Renato César, Cidade Jardim. Entrada franca. Pede-se aos visitantes a doação de alimentos não perecíveis.

*Estagiário sob a supervisão do subeditor Eduardo Murta


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