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Estado de Minas

Solidão e desencontro marcam a peça A noite em que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma

Ficção e realidade se confundem na relação entre atriz decadente e jovem sem rumo


postado em 03/05/2019 05:10

Lorena Jamarino e Felipe Abreu vivem Estela e Johnny em A noite em que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma (foto: Rangel de Andrade/Divulgação)
Lorena Jamarino e Felipe Abreu vivem Estela e Johnny em A noite em que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma (foto: Rangel de Andrade/Divulgação)


Com texto do dramaturgo paulista Jarbas Capusso Filho e direção de Fernando Couto e Ari Nóbrega, estreia nesta sexta-feira (3), às 20h, no Cine Theatro Brasil Vallourec, o espetáculo A noite em que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma. A peça continua em cartaz até o dia 15 deste mês. “Trata-se de uma relação conturbada e emocionante entre uma atriz decadente e um jovem. Os dois compartilham seus sonhos, vivências e se revelam dois solitários que dependem da bondade alheia e que insistem em viver algo que nunca existiu”, explica Couto, que está comemorando 40 anos de carreira. No palco, os atores Lorena Jamarino e Felipe Abreu.

Na trama, Lorena Jamarino e Felipe Abreu dão vida a Estela e Johnny. “Ela é uma atriz amargurada porque perdeu um papel no qual interpretaria Blanche Dubois, a emblemática personagem da peça Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams. Diante disso, a realidade e a ficção se misturam”, detalha Couto. “Ela ficou sozinha após a morte do marido e, oito anos depois, resolve contratar os serviços de Johnny. Assim, uma catarse então se apresenta. O jovem viveu a infância em um cemitério, junto com uma família desestruturada e, por isso, também tenta esquecer o seu passado. Ambos sustentam um texto incrivelmente bem escrito, que dança pela sensualidade e pela dor de duas vidas sofridas e frustradas.”

O diretor descreve os personagens como pessoas que escolheram viver uma vida muito diferente da dos outros.“Ela queria mesmo era desabafar com Johnny as suas tristezas, frustrações e angústias, uma vez que estava vivendo no ostracismo. E acaba que ele entra no jogo dela também”, resume Couto. Para ele, o autor consegue agregar com habilidade a ‘sombra’ de Tennesse Williams. “Tem horas em que o público não sabe se está em Tennesse ou se está em Jarbas, que é muito fã do dramaturgo norte-americano. É um espetáculo de gente que tem emoção”, define. Jarbas ganhou o Prêmio Funarte/2013 de Melhor texto.

Ele caracteriza a peça como “um drama emocionante”, ainda que com toda a “carga problemática” presente em Williams. “É muito simples do ponto de vista do entendimento. O riso e a dor se transformam em um delicioso espetáculo para ser visto”, garante o diretor, que está completando 40 anos de carreira, entre palco e direção. “É uma história sobre a solidão, sobre personagens que buscamos em nosso dia a dia e que precisam tomar um bonde que nos leve a encontrar amor e compreensão. Um teatro que emociona, que nos faça refletir, que nos perturbe, essa é a nossa função”, ressalta Couto.

Ele fez sua estreia em 1975, no Teatro Marília, com o espetáculo O filho do boi coringa, do jornalista Bley Barbosa, com direção de Paulo César Bicalho. “Comecei por acaso. Fui ao teatro com uma amiga. Chegando lá, vimos que um ator havia faltado. Paulo me pediu para ler o texto, gostou e me convidou para fazer o espetáculo. De lá pra cá, nunca mais parei”, orgulha-se.

A NOITE EM QUE BLANCHE DUBOIS CHOROU SOBRE MINHA POBRE ALMA
Sextas e sábados, 20h, e domingos, 19h. Cine Theatro Brasil Vallourec (Teatro de Câmara), na Avenida Amazonas, 315, Centro, (31) 3201-5211. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Classificação: 14 anos.


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