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Estado de Minas MÚSICA

Novo single-clipe 'Corcovado' revela Tom Jobim com pegada moderna

Trabalho de Adriana Buzelin e Rodrigo Vilaça, do Due Lounge Music, mescla bossa nova e blues com pop. Canção já está disponível nas plataformas digitais


05/04/2021 04:00 - atualizado 05/04/2021 09:23

Cantora Adriana Buzelin e guitarrista Rodrigo Vilaça formam o Due Lounge Music, que prepara EP com quatro faixas autorais e cinco releituras(foto: Luiz Maia/Divulgação)
Cantora Adriana Buzelin e guitarrista Rodrigo Vilaça formam o Due Lounge Music, que prepara EP com quatro faixas autorais e cinco releituras (foto: Luiz Maia/Divulgação)


Mesclar bossa nova e blues com toque de pop moderno. Assim é o trabalho do Due Lounge Music, que mandou para as plataformas digitais o single-clipe “Corcovado”. Formado pela cantora Adriana Buzelin e o guitarrista Rodrigo Vilaça, o duo prepara EP com quatro faixas autorais e cinco releituras. “Nosso primeiro disco terá somente músicas brasileiras”, revela Adriana.
 
Clássico do cancioneiro de Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980), “Corcovado” ganhou novo arranjo, assinado pelo produtor Fábio Gonçalves. Gravado no estúdio Minério de Ferro, do Jota Quest, onde o clipe foi filmado, o trabalho contou com a participação de Márcio Buzelin (sintetizadores), Bruno Velozzo (baixo acústico), Christiano Caldas (wurlitzer e hammond), Léo Pires (bateria) e Fábio Gonçalves (violões).
 
Adriana é irmã de Márcio Buzelin, tecladista do Jota Quest. “O Due Lounge me surpreendeu com sua identidade própria, envolvendo MPB, jazz e rhythm and blues, porém com uma pitada de modernidade”, diz ele, ressaltando que o projeto não está preso a estilos. “Ele tem amplitude, esse leque de poder dar novas versões às músicas”, diz o tecladista.
 
Com voz doce, Adriana sempre alimentou o sonho de cantar. Teve como referência a cantora lírica Maria Helena Buzelin (1931-2005), tia dela. “Cheguei a tocar piano por 15 anos. Márcio também tocava, só que de ouvido, naquela época. Era engraçado: eu, com 7 anos, tirava as músicas lendo partituras. Ele ficava ali ouvindo e, minutos depois, pegava tudo de ouvido.”
 
Os dois vêm de uma família musical. “Escutávamos música clássica com meu pai, Tarcísio Buzelin, compositor e pianista. Meu avô, Francisco Buzelin, era pianista. Aliás, meu bisavô e meu tataravô também eram”, diz Adriana. Ela cita também o tio, José Carlos Buzelin, pianista e crítico de música erudita.
 
A pandemia impulsionou a carreira de cantora. “Pensei: vou fazer algo que sempre quis, que é cantar. Procurei a professora de canto Adriana Lopes e comecei a tomar aulas. Disse a ela que gosto de bossa nova, MPB, músicas internacionais, soul, jazz e blues. Ela respondeu: ‘Você quer cantar? Então vamos começar já’”.
 
E assim foi. Ao se encontrar com Rodrigo Vilaça, amigo de faculdade e advogado, soube que ele desejava fazer um projeto autoral. O Due Lounge surgiu ali. “Só que gosto de bossa nova e ele de Guns n' Roses. Temos gostos diferentes, mas um só propósito”, diz Adriana. Rodrigo propôs um projeto ligado à música lounge e ela aceitou. “Era o que eu queria, música relaxante, gostosa de ouvir, mas que também tivesse a pegada dele, de rock and roll.”
 
Aos 7 anos, Rodrigo Vilaça tocava piano. “Quando conheci Elvis Presley nos filmes da ‘Sessão da Tarde’, passei para o violão. Por volta dos 15 anos, me tornei fã do Slash, guitarrista do Guns'n'Roses. Era nele que me inspirava para montar bandas covers em BH”, revela o guitarrista.

INSPIRAÇÃO Ao formar dupla com Adriana, Rodrigo convidou o amigo Fábio Gonçalves para produzir o EP dos dois. A versão de “Corcovado”, explica, propõe algo diferente. “Resolvemos lançar essa canção de Jobim com pegada mais moderna. Deu certo.”
 
O próximo single segue o mesmo caminho. “Na música de Jobim, a linha de guitarra foi mais puxada para o Santana (instrumentista mexicano). Já na próxima, que será autoral, puxarei mais para o blues. Aí entra o BB King, outra inspiração para mim”, conta.
 
O produtor Fábio Gonçalves aprova o projeto, que, na opinião dele, valoriza a “boa MPB”. “Isso de uma forma modernizada, com elementos do rock e do blues, contribuição do Rodrigo para esse bolo que colocamos no liquidificador”, diz.


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