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Estado de Minas

Salva por Jeff Bezos, 'The expanse' ganha novo fôlego na Amazon Prime

Ficção científica está de volta com novas tramas, mais palavrões e a liberdade proporcionada pelo streaming. Fãs fizeram campanha depois do cancelamento pelo Syfy e o bilionário americano bancou a série


postado em 13/12/2019 04:00 / atualizado em 12/12/2019 20:24

Dominique Tipper (Naomi Nagata), Cas Anvar (Alex Kamal), Wes Chatham (Amos Burton) e Steven Strait (Jim Holden) contracenam em The expanse(foto: Amazon Prime Video/Divulgação)
Dominique Tipper (Naomi Nagata), Cas Anvar (Alex Kamal), Wes Chatham (Amos Burton) e Steven Strait (Jim Holden) contracenam em The expanse (foto: Amazon Prime Video/Divulgação)

Com três temporadas produzidas entre 2015 e 2018 pelo Syfy, a ficção científica The expanse nunca foi um arrasa-quarteirão de audiência. Bem cotada entre a crítica e com público fiel, a produção fez muitos viúvos quando o canal norte-americano anunciou seu cancelamento. Os fãs fizeram campanha para que algum serviço de streaming salvasse a série. Eles não contavam que Jeff Bezos – o criador da gigante Amazon, apenas o cara mais rico do mundo – fosse também admirador de The expanse.

Duas semanas depois de lançada a campanha #SaveTheExpanse, Bezos, em pronunciamento na Sociedade Espacial Nacional, em Los Angeles, confirmou que a Amazon Prime Video havia salvado a série. “O show é extraordinário e esses caras são incrivelmente talentosos”, disse. Nesta sexta (13), entra no ar na plataforma de streaming a quarta temporada, com 10 episódios – a quinta é rodada atualmente em Toronto.

Quatro atores do núcleo principal vieram ao Brasil participar da CCXP, em São Paulo. Todos interpretam os tripulantes da nave Rocinante: Steven Strait (o oficial Jim Holden), Dominique Tipper (a engenheira Naomi Nagata), Cas Anvar (o piloto Alex Kamal) e Frankie Adams (a sargento Bobbie Draper).

O mote de The expanse é a exploração de novos mundos. Baseada na série de livros homônima escrita por James S. A. Corey (pseudônimo adotado por Daniel Abraham e Ty Franck), é ambientada daqui a 200 anos, com o Sistema Solar totalmente colonizado. Nas três temporadas iniciais a ação se divide entre a Terra (de onde vem Jim Holden), Marte (onde nasceram Alex Kamal e Frankie Adams) e o Cinturão (local de nascimento de Naomi Nagata).

No quarto ano, a expansão do título ganha outro peso. A humanidade passou a ter acesso a milhares de planetas semelhantes à Terra, criando uma corrida por novos lugares e aumentando as tensões entre nosso planeta, Marte e Cinturão. “É quase como um western”, comentou Dominique Tipper. Cas Anvar emendou: “Gosto de comparar as três temporadas iniciais como um primeiro movimento de ópera. Eram mais intrigas políticas. Agora entramos no segundo movimento de uma ópera espacial.” Para Steven Strait, os episódios representam “um novo começo”.

FRONTEIRAS

Ainda que seja uma série de ficção científica, The expanse flerta com outros gêneros – drama, thriller e romance. Questões urgentes do mundo atual, como fronteiras e imigração, estão na pauta da trama. “No futuro, não há mais racismo. Mas existe o planetismo. Há muito ódio e animosidade entre os povos, dependendo do planeta onde você nasceu”, explicou Cas Anvar.

Ao contrário de boa parte das produções sci-fi, The expanse utiliza pouco a tela verde (o fundo de cor verde ou azul que, posteriormente, é substituído pela imagem). “Temos muita sorte, pois trabalhamos com muita coisa real. Os estúdios em Toronto são enormes. A Rocinante, por exemplo, é quase toda física. O CGI (imagens geradas por computador) entra quando os personagens estão em ambientes externos”, contou Cas Anvar.

No primeiro episódio do novo ano, quando Naomi Nagata deixa a nave ao chegar a um novo planeta, a personagem Dominique quase leva um tombo. “Naquele momento não havia nenhum cenário, tive de usar a imaginação”, disse a atriz.

A troca do canal de TV convencional pelo streaming trouxe mudanças. “A série passou a ter mais violência, mais sexo, mais tudo”, disse Dominique. “E também palavrões. No Syfy, havia o número máximo de palavrões que a gente poderia usar. Quando ultrapassava o limite, tínhamos que improvisar. Mas a grande diferença é que não precisamos mais contar os minutos (na TV convencional, os episódios duram entre 42 e 44 minutos). Se há uma cena a mais na trama, ela pode ser incluída. O streaming dá mais liberdade e nos deixa contar a história da maneira que queremos”, concluiu Cas Anvar.



THE EXPANSE
• Quarta temporada
• Estreia nesta sexta (13)
• Amazon Prime Video


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