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Estado de Minas MÚSICA

Filarmônica de Minas Gerais toca 'Cleópatra' pela primeira vez

Orquestra faz as últimas apresentações do ano com a participação da soprano Eliane Coelho e de seu ex-spalla Anthony Flint


postado em 12/12/2019 04:00 / atualizado em 11/12/2019 19:48

A soprano Eliane Coelho durante concerto com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti (foto: André Fossati/Divulgação)
A soprano Eliane Coelho durante concerto com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti (foto: André Fossati/Divulgação)

É com personagens femininas – fortes, polêmicas, atemporais – que a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais encerra, nesta quinta e sexta-feiras, sua programação de 2019. Na Sala Minas Gerais, serão executadas Tannhäuser: música da montanha de Vênus (1845-1861), de Wagner, Cleópatra (1829), de Berlioz, e Sheherazade, op. 35 (1888), de Rimsky-Korsakov.

O programa foi criado a partir de um convite para a soprano Eliane Coelho. “Da última vez que ela esteve aqui, conversamos sobre futuros repertórios, e ela me disse que nunca tinha cantado Cleópatra. A partir dessa peça, montei o restante, com outros exemplos de mulheres fortes e fatais”, comenta Fabio Mechetti, regente das duas noites.

A peça de Berlioz é novidade também para a Filarmônica. “É a primeira vez tanto para nós quanto para ela. É uma peça não tão tocada, da fase juvenil de Berlioz, mas que já mostra como ele é um compositor único na história da música”, acrescenta o maestro e diretor artístico.

Já a peça de Wagner é o começo da ópera Tannhäuser, que estreou em Dresden, em outubro de 1845. “É basicamente uma orgia musical, com intensidade rítmica muito difícil”, aponta Mechetti, que, antes das apresentações, ministra palestra (a partir das 19h30) sobre o programa da noite.

Protagonista das Mil e uma noites, Sheherazade, que encerra o programa, terá como convidado o violinista Anthony Flint, ex-spalla da filarmônica. Depois de nove anos ocupando o posto nobre da orquestra, o spalla britânico deixou a filarmônica em junho – os dois concertos desta semana são os primeiros que ele faz com a formação mineira desde então.

PROTAGONISTA

 “Korsakov era fascinado pelo Oriente, tanto que escreveu óperas com temas orientais”, comenta Flint. Para o spalla, é muito especial tocar Sheherazade. “O primeiro violinista é muito envolvido na peça, já que o violino é um protagonista. Além do mais, é uma peça muito viva, de grande vitalidade rítmica”, acrescenta ele.

Flint conta que Korsakov teve uma passagem rápida pelo Brasil. “Ele nasceu em Tikhvin e, aos 12 anos, mudou-se com sua família para São Petersburgo. Em 1862, graduou-se na Marinha Imperial Russa. Nesse ano, a Marinha fez uma grande viagem pelas Américas. Depois de chegar aos EUA, decidiu descer para o Sul. Chegou ao Brasil para uma breve passagem”, conta ele, que espera que os concertos desta semana não sejam uma despedida final da filarmônica. “Acho que há muita música para ser tocada em Belo Horizonte, seja dentro ou fora da orquestra.”

Além de Flint, outro nome importante que se desligou neste ano da filarmônica foi o maestro associado Marcos Arakaki. Ele rege, como convidado, os concertos natalinos, na Sala Minas Gerais, em 18 e 19 de dezembro (ambos com ingressos esgotados). De acordo com Mechetti, os nomes dos substitutos das duas posições deverão ser anunciados em breve. “Estamos em fase final de decisão. Acredito que até o fim do ano teremos um resultado, pelo menos o do maestro assistente.”

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
Concertos nesta quinta (12) e sexta (13), às 20h30, na Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto. Ingressos: R$ 46 (coro) a R$ 140 (camarote). Valores referentes à entrada inteira. Informações: (31) 3219-9000.

RECITAL NA FEA

Os músicos Luiz Gustavo Carvalho, Elise Pittenger e Fernando Rocha fazem nesta quinta-feira (12), às 20h30, na Fundação de Educação Artística (Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários), recital com composições para violoncelo, percussão, piano e eletrônica do mineiro radicado na França Sérgio Rodrigo. Natural de Diamantina, Sérgio Rodrigo é vencedor de prêmios como o Camargo Guarnieri e o Tinta Fresca, no Brasil, e já foi premiado também em concursos no Canadá, na Itália e no México. Atualmente, ele ministra o Ateliê Sonoro na FEA. Os ingressos para o recital custam R$ 30 e R$ 15 (meia). Mais informações: (31) 3226-6866. 


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