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Estado de Minas

Anna Marina


postado em 08/06/2019 04:14





Insistência sem controle

Um dos meus muitos sobrinhos me ensinou que existe um número de serviço telefônico que te livra de todas essas chamadas que não levam a nada. Fui uma das primeiras pessoas a comprar celular nesta cidade, informada da novidade por Fábio de Castro (custava perto de R$ 250; o aparelho parecia um tijolo). Tomei aversão, de tanto que ele acabou com o convívio agradável, com as conversas de família na sala, de ver as pessoas na rua com o aparelho na mão, como patetas completas, de ver que no restaurante ele é o parceiro inseparável das pessoas que ocupam uma mesa. Já nem falo que virou objeto de exibicionismo. E de chamadas de todos os cantos. O pedido de me livrar de chamadas inúteis funcionou para alguns casos, mas atualmente pago todos os pecados do mundo por causa da Vivo.

Minha funcionária doméstica mais antiga (35 anos de casa) tinha paixão por telefone. Aquela listagem que a Oi envia junto com a conta mensal vinha com uma lista infinita de chamadas feitas por ela. Para a família, para as netas, para os incontáveis amigos e também para as necessidades de minha casa. Para minha tristeza e falta – era uma pessoa da família –, ela faleceu em fevereiro e deixou uma lembrança incômoda, que não termina, provocada pela Vivo. A empresa que funciona com aquele serviço gravado, que não admite diálogo, resolveu falar com a minha falecida funcionária e telefona diariamente para minha casa atrás dela. Já foi explicado que ela se foi, que nunca morou comigo, que em minha casa não tem Vivo de espécie nenhuma e até que não tenho maneira de mandar para a empresa o atestado de óbito da funcionária que se foi.

A campanha da Vivo funciona em dois tempos: num deles, a voz é masculina e o senhor dá a entender que vai cancelar a campanha de chamadas para minha casa. Não cancelou e as ligações começam pela manhã e rodam o dia. À noite, mais ou menos às 20h, a voz feminina se anuncia como Ana, funcionária da Vivo, perguntando pela mesma pessoa. Informamos sempre que ela já morreu e não é possível informar mais nada, mas as chamadas continuam, sem descanso. Todos já cansaram de informar que não adianta telefonar para minha casa. As chamadas continuam insistentes e, na maioria das vezes, quem está ocupado tem de largar o que está fazendo para repetir a mesma ladainha de que não existe mais essa pessoa morando ali.

Não sei mais a quem devo apelar para ficar livre da chatura, porque essas gravações que não permitem diálogo não terminam. E não adianta desligar, a única saída para ficar livre da insistência é desistir do telefone. Estou pedindo encarecidamente aos encarregados da empresa de telefonia que tentem resolver meu problema, não aguento mais acordar ou sair do banho para atender ao chamado inútil. Ana continua a telefonar. Na noite de quarta-feira, a chamada foi feita depois das 20h. Isso não é proibido? Será que a direção da Vivo não tem controle sobre esse desserviço que presta a quem não é cliente?


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