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Estado de Minas

O novo voo da Apollo 11


postado em 17/03/2019 05:14

Buzz Aldrin desembarca na Lua, em cena do documentário dirigido por Todd Douglas Miller(foto: AFP/Nasa)
Buzz Aldrin desembarca na Lua, em cena do documentário dirigido por Todd Douglas Miller (foto: AFP/Nasa)

O documentário Apollo 11, que conta a história dos primeiros passos do homem na Lua, traz imagens surpreendentes que permaneceram ocultas por quase cinco décadas. O filme, que estreou no Festival de Sundance, em janeiro, e chegou aos cinemas dos Estados Unidos este mês, dá nova vida à missão espacial mais famosa de todos os tempos, realizada de 16 a 24 de julho de 1969.

Dirigida por Todd Douglas Miller, a produção combina imagens conhecidas com tesouros perdidos. Encontrados em um depósito dos Arquivos Nacionais dos EUA, eles foram digitalizados pela primeira vez.

“Cinquenta por cento do filme são imagens inéditas. Porém, o certo é que, em termos de qualidade, 100% nunca foram vistos até agora, pois voltamos a escanear o conjunto do material”, explica o diretor Todd Douglas Miller.

As imagens são fascinantes, sobretudo as cores. O gigantesco ônibus da Nasa usado para transportar o foguete Saturn V, que lançou a tripulação ao espaço, enche toda a tela. Essas preciosidades foram encontradas nos 177 rolos de 65 mm descobertos por Dan Rooney, supervisor da seção de filmes dos Arquivos Nacionais.

Rooney se deparou com acervos mal-etiquetados e sem qualquer indicação de conteúdo, com exceção de um genérico “Apollo 11”, guardados em uma instalação de armazenamento refrigerado nos subúrbios de Maryland.

“Sabíamos que eles existiam, mas foi necessária muita pesquisa para entender o que realmente havia ali”, diz Rooney, que trabalhou com Miller para levar as imagens à telona. “A verdadeira descoberta veio das novas informações sobre o conteúdo e a qualidade do material”, explica.

Os Arquivos disponibilizaram à equipe 279 rolos de filme de 16mm, 35mm, 65mm e 70 mm. O material em 65mm e 70mm era considerado formato de luxo. Nos anos 1950 e 1960, era utilizado no cinema. Só uma parte desse tesouro está no filme Moonwalk one, lançado em 1972.

A Nasa já havia usado imagens em grandes formatos nas filmagens de operações terrestres no Centro Espacial Kennedy e da nave que trouxe de volta à Terra os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

Quando a câmera se desloca da parte superior para a inferior do foguete, os espectadores se dão conta de sua enormidade, enquanto os astronautas colocam seu trajes em silêncio.

PLATEIA O documentário também captura a febril expectativa do público, com milhares de pessoas dirigindo-se a Cocoa Beach para assistir ao lançamento. Na sala de controle, em Houston, vemos filas e filas de engenheiros de camisas brancas e gravatas escuras.

Também há imagens em formatos menores feitas pelos astronautas tanto a bordo da Apollo quanto na Lua, que já estavam disponíveis no YouTube. Porém, Miller voltou a digitalizar algumas delas, de baixa qualidade, como OS flagrantes da aterrissagem do módulo lunar Eagle.

A locução é da época. Os espectadores são guiados pela voz do falecido apresentador da CBS, Walter Cronkite, e pelas comunicações por rádio entre os astronautas e a base em Houston, sincronizadas com as novas imagens.

Nos Arquivos Nacionais, uma equipe de 25 pessoas trabalha para concluir a digitalização dos rolos de filmes com o objetivo de torná-los públicos. (AFP)


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