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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

O VAR da vergonha está enriquecendo alguém?

As câmeras não captam o momento em que a bola sai dos pés do atleta que deu a assistência e não conseguem pegar em todos os ângulos. Então, como conseguem traçar a tal linha?


18/11/2020 04:00

Com imperfeição do sistema e das pessoas que o operam, VAR tem se tornado objeto de polêmica no Brasil(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 2/8/20)
Com imperfeição do sistema e das pessoas que o operam, VAR tem se tornado objeto de polêmica no Brasil (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 2/8/20)


Não tenho Band Sports e pela primeira vez nas últimas décadas não assisti ao jogo da Seleção Brasileira. Pagar R$ 19,90 para ver a pelada, nem pensar. A que ponto chegamos: Seleção Brasileira sem Globo e sem Galvão Bueno não existe. É como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Portanto, vou discorrer sobre um tema mais importante, que é o VAR, que anda tirando o sono de jogadores, técnicos e torcedores. Assistindo ao Bem amigos de segunda-feira, meu amigo Arnaldo Cezar Coelho, maior árbitro da história do Brasil, levantou uma grande polêmica. Ele disse: “O VAR foi criado para que seus inventores ganhem dinheiro. Não serve para nada e está matando o futebol brasileiro”. No programa estava Héber Roberto Lopes, convidado, que disse que, além dos árbitros, no caminhão com os monitores que captam as imagens das câmeras ficam também os caras que entendem de softwares e internet. São eles quem traçam as linhas de impedimento e outras coisas mais. Ora, senhoras e senhores, se eles são humanos e a máquina atende suas determinações, são passíveis de erros – ou mesmo de má-fé. E onde estaria a má-fé? Digamos que um dos caras é vascaíno e que haja um gol do Flamengo em posição duvidosa. Será que ele vai traçar uma linha que favoreça o Vasco? Segundo Arnaldo, as câmeras não captam o momento em que a bola sai dos pés do atleta que deu a assistência e não conseguem pegar em todos os ângulos. Então, como os caras conseguem traçar a tal linha?
 
Sou a favor do uso do VAR em lances crassos. Naquele pênalti no Tinga, do Inter, em 2005, que Márcio Rezende de Freitas não marcou e ainda expulsou o atacante. O Corinthians acabou campeão. Ou no impedimento que Márcio não marcou em 2005, no gol de Túlio para o Botafogo, que se sagrou campeão. Sim, o único gol legítimo daquele jogo, marcado por Camanducaia, e confirmado pelo bandeira, Márcio ignorou, segundo entrevista de Camanducaia, e assumiu a responsabilidade. E tantos outros erros crassos de árbitros país afora. Diga-se de passagem, Márcio sempre foi um cara honesto, mas errou porque é humano. Agora, essa palhaçada de que o atacante está com o ombro à frente do pé do marcador e outras balelas têm matado o futebol e deixado todos nós irritados. Em todas as rodadas há reclamações. O favorecido de hoje é o prejudicado de amanhã. Todo dia há um dirigente na CBF pedindo para anular jogo, para mudar o quadro de árbitros e outras coisas mais.
 
Quando o VAR foi lançado, entendemos que ele seria útil em analisar pênaltis, bolas que entram ou não no gol ou lances realmente decisivos. Mas ele está sendo usado de forma incorreta. Os zagueiros vão marcar os atacantes com os braços para trás, por medo de a bola bater nos braços e o árbitro marcar pênalti. Vão desequilibrados. É outro absurdo. É preciso voltarmos aos bons tempos em que bola na mão não era pênalti, pois não havia a intenção de o jogador pôr a mão nela. Já a mão na bola, a intenção do atleta em cortar sua trajetória, era pênalti. O árbitro interpretava e, normalmente, acertava. O que a gente tem visto é uma vergonha. A cada jogo há bola na mão que eles marcam pênaltis. E é a favor e contra todos. Os impedimentos são marcados de forma vergonhosa. Se a “franja do cabelo” do atacante está à frente do defensor, os caras do caminhão aconselham o árbitro a marcar impedimento. Vamos parar com essa palhaçada. Estão matando o futebol e, o que é pior, a denúncia do Arnaldo é muito grave. E a afirmação do Héber Roberto Lopes, de que quem traça as linhas não são os árbitros, realmente é de estarrecer. Quem garante que os caras são isentos? E ainda há o detalhe de as câmeras não pegarem todos os ângulos do lançamento.
 
Desse jeito, eu prefiro que se acabe com o VAR no Brasil. E mais: depois que inventaram o dispositivo, os árbitros não querem assumir mais nada. Lavam as mãos, como Pôncio Pilatos, e mandam seguir o jogo. Vejam que, mesmo com o VAR, as discussões sobre os lances continuam nos programas de TV e nas rodas de torcedores, nos botecos. Se o VAR foi criado para acabar com qualquer dúvida, mas está gerando mais, então é melhor acabar com ele. Ou, como questiona Arnaldo, ele foi criado para que alguém ganhe muito dinheiro?

Coelhão rumo às semifinais

O América recebe o Inter hoje, no Independência, precisando apenas do empate para chegar às semifinais da Copa do Brasil pela primeira vez na sua história. Pelo que está jogando o time de Lisca e pela qualidade dos jogadores, acredito muito no Coelhão. Acredito também que, independentemente do adversário, tem todas as chances de chegar à grande decisão caso avance. Um América organizado, encarando os gigantes do futebol brasileiro de igual para igual.

Galo

Uma vitória hoje sobre o Athletico deixará o Galo com 41 pontos, mais líder do que nunca. É o jogo atrasado do turno. O São Paulo tem 36 pontos em 18 jogos. Encarando seus adversários, teoricamente fracos, poderá chegar aos 45 pontos. O campeonato continua embolado e a pontuação do campeão deverá ser baixa, tamanha a igualdade das equipes – infelizmente, com nível técnico baixo.

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