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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Renato Gaúcho diz a verdade

O técnico gremista está correto. Os times brasileiros, em sua maioria, jogam um futebol medíocre


postado em 19/10/2019 04:00 / atualizado em 18/10/2019 18:46

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 14/4/18)
O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 14/4/18)


O técnico Renato Gaúcho, o melhor entre os brasileiros em atividade no país, declarou que “somente quatro times jogam futebol pra frente, em busca do gol: Grêmio, Flamengo, Athletico e Santos”. Ele está coberto de razão. A maioria é mais do mesmo, com treinadores medrosos, cujo medo de perder tira a vontade de ganhar. Técnicos que abrem mão do jogo ofensivo, que têm como linguagem o “pega, mata a jogada, não dá espaço, marca, marca”. Já Renato, Sampaolli, Jorge Jesus e Tiago Nunes usam as expressões “toca, dribla, tabela, vai em direção ao gol, chuta em gol”. Daí o sucesso de suas equipes. Nem mesmo o Palmeiras, que gastou uma fortuna em contratações, joga bonito, já que seu técnico, Mano Menezes, é um dos mais retranqueiros do país.

“Acabou a paz”

Facções organizadas do Atlético dizem que “acabou a paz” para os dirigentes, em função da péssima campanha do time no Brasileirão e no ano. Falam isso como se fossem resolver os problemas na violência ou intimidação. O futebol brasileiro está indo por um caminho perigosíssimo com essas facções invadindo CTs, ameaçando jogadores e dirigentes. É preciso que o Ministério Público e as autoridades deem um basta nisso, extinguindo essas facções organizadas. Torcedor é aquele comum, que paga seu ingresso, não se aglomera, protesta somente na arquibancada. Esse merece o respeito de todos. Facções têm mostrado que só querem tumultuar o ambiente, agredir e, em certos casos, matar gente inocente. Alguns dirigentes de grandes clubes brasileiros são culpados, pois financiam tais facções e ainda ficam reféns delas.

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Mudança radical

Thiago Neves, que anda em baixa no futebol, marcou o gol da vitória do Cruzeiro na quarta-feira, contra o São Paulo (foto). Acostumado a achincalhar jornalistas e sacanear companheiros de profissão nas redes sociais, parece que a péssima fase do seu time e o risco de queda o deixaram mais tímido e recuado em suas redes, pois não tem postado nada ofensivo. Resta saber se essa trégua é só por causa do risco de rebaixamento ou se ele mudou mesmo de comportamento, entendendo que um comentário maldoso e fora de hora na rede social pode ser ofensivo e maléfico. Thiago Neves e Fred devem ter sido os responsáveis pela vinda de Abel, com quem foram campeões brasileiros no Fluminense. Hoje em dia virou moda os jogadores indicarem o treinador com o qual querem trabalhar.

"O cheirinho vai se confirmar"

O Flamengo está a 12 pontos – quatro vitórias – do heptacampeonato brasileiro, em 12 jogos que vai disputar. Dificilmente deixará de levantar o troféu, tamanha a qualidade do seu treinador e dos jogadores. Muita gente diz que com o time que tem, qualquer treinador faria um grande trabalho. Porém, isso não é verdade. Abel Braga teve o mesmo grupo nas mãos e o Flamengo fazia péssima campanha no Brasileiro, até que Jesus chegou. Claro que um técnico precisa de material humano de qualidade para trabalhar. Guardiola, por exemplo, só trabalha com medalhões e, mesmo assim, só ganhou Champions League no Barcelona, com Messi. No Bayern e no City, ganhou apenas os campeonatos nacionais e as copas. Pelo jeito, o famoso “cheirinho da taça”, que o Flamengo persegue há três anos, finalmente vai se confirmar nesta temporada. E pode ser em dose dupla, em caso de conquista do Brasileiro e da Libertadores.


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