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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Ministro Luiz Fux prega tolerância e respeito à democracia no país

Presidente do Supremo Tribunal Federal discursou na volta do Supremo Tribunal Federal aos trabalhos


02/02/2022 04:00 - atualizado 02/02/2022 07:02

Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal
Fux disse que não existe mais espaço para ações contra a democracia (foto: ROSINEI COUTINHO/SCO/STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, conclamou os brasileiros para exercitarem a tolerância ao longo deste ano eleitoral e afirmou que não há espaço para a violência e ações contra o regime democrático. A fala ocorreu na manhã de ontem, durante o discurso do presidente da mais alta corte de Justiça do país, na sessão solene de abertura do ano judiciário.


Só que tem mais, melhor ele próprio continuar. “Em sendo assim, este Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, concita os brasileiros para que o ano eleitoral seja marcado pela estabilidade e pela tolerância, porquanto não há mais espaços para ações contra o regime democrático e para a violência contra as instituições públicas”, acrescentou o ministro.

Fux destacou que no Brasil democrático os cidadãos podem expressar suas divergências livremente, “sem medo de censuras e retaliações”. O presidente do Supremo afirmou ainda que o respeito à Constituição, às leis e à liberdade de imprensa encontra-se acima de qualquer resultado eleitoral. A citação à imprensa é um registro que o ministro sempre faz questão de citar.

O discurso do ministro foi proferido a partir do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele se encontrava sozinho, enquanto os demais ministros e convidados marcaram presença na cerimônia por meio de videoconferência.

Como manda a tradição, discursaram também na cerimônia de abertura do ano judiciário o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o procurador-geral da República. Assim como Fux, ambos fizeram apelos por tolerância em ano eleitoral e rechaçaram ameaças ao resultado do pleito.

“As eleições de 2022 exigirão de toda a sociedade a vigilância incansável para que ocorram com lisura, transparência e debate com a sociedade”, disse Felipe Santa Cruz, que ocupa, há três anos, a presidência nacional OAB, cargo que deixa nesta terça-feira.

Despedida honrosa, tanto que ressaltou: “Estaremos alertas para que nenhum tipo de ameaça ao pleito, ao seu resultado e ao eleito coloque em risco a vontade soberana do povo brasileiro” .

Já o procurador-geral da República, Augusto Aras, fez uma defesa filosófica: “Não podemos também ignorar que devemos repudiar veementemente o discurso do ódio”. E acrescentou: “É preciso, sobretudo no ano em que se renovará o solene ritual do voto, manter abertos os espaços de comunicação política”.

Áreas de risco

“A visão é algo que nos marca. Em muitas áreas onde foram construídas residências, faltou visão de futuro por parte de quem construiu. Bem como por necessidade, as pessoas fazem nessas áreas de risco”, declarou o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) em coletiva de imprensa em Francisco Morato (SP). A comitiva presidencial sobrevoou as regiões afetadas pelas chuva e se reuniu com prefeitos da região, que pediram ajuda financeira ao governo federal. E o presidente reconheceu que essas construções se dão por necessidade.

Fora do ar

O canal do YouTube do Tribunal de Contas da União (TCU) foi retirado do ar ontem. A informação foi divulgada no Twitter pelo vice-presidente da corte, ministro Bruno Dantas. De acordo com ele, o episódio é “grave, súbito e ainda sem explicação”. Por causa da retirada do canal do ar, o tribunal teve de cancelar as sessões da 1ª e da 2ª Câmara, que estavam previstas. O TCU informou que ainda não havia garantia para a ocorrência da sessão plenária que estava prevista para hoje, leia-se ontem.

A desculpa

O presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que não participaria da cerimônia de abertura do ano judiciário por motivo de “viagem nacional”. Bolsonaro antecipou a visita que faria a São Paulo. O estado sofre com as chuvas intensas e já registrou, pelo menos, 24 mortes. “Em decorrência de viagem nacional o senhor presidente Jair Bolsonaro não poderá participar do referido evento. Assim, agradece a gentileza e envia cumprimentos”, justificou o Palácio do Planalto.

O ex-petista

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou, em entrevista à rede de televisão CNN Brasil, que o “Lula de 2022 é bem pior que o de 2002”. Antigo apoiador do petista, o ministro de Jair Bolsonaro disse que estas “pessoas não podem voltar” ao governo e comentou ainda que o atual presidente não sabe se comunicar bem com a população. Ciro Nogueira é do Partido Progressista (PP). De que estado? Quem responde é sua esposa, Eliane e Silva Nogueira Lima (PI).

Dilma, não!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou escolher a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como uma opção para vice em sua chapa na corrida presidencial. Ele prefere a definição do ex-governador de São Paulo (SP) Geraldo Alckmin sobre a qual partido vai se filiar. As opções do ex-tucano são PSB, o Partido Solidariedade (SD) e o Partido Verde (PV). Geraldo Alckmin também vinha conversando com o PSD, mas a prioridade, nesse caso, seria que ele fosse tentar voltar ao governo paulista.

Pinga-fogo

Em tempo: para ir a São Paulo, o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) deixou de participar da cerimônia de abertura do ano do Judiciário, marcada por recados velados a ele por parte do ministro Luiz Fux, presidente da corte. Diante de sua ausência, ele não foi citado.

Em tempo, sobre a nota Dilma, não: Lula ainda atacou o ex-comandante da Lava-Jato: “O juiz Moro foi considerado parcial, portanto, é um juiz que não merecia ser juiz. Nunca deveria  ter colocado uma toga. Acho que ele vai ser medíocre como candidato a presidente”.

Depois teve o afago: “Dilma é motivo de orgulho. Acho que ela foi vítima do Congresso Nacional. Ela foi vítima, na minha opinião, de uma conspiração para dar um golpe e não permitir que eu voltasse para a Presidência da República”.

Por fim, O Brasil voltou a registrar mais de 900 mortes por causa da pandemia da COVID-19 em um dia. Foi ontem, isso mesmo, na terça-feira. De acordo com o balanço de casos e óbitos feito pelo Ministério da Saúde, 929 mortes foram registradas.

Esse é o maior número de óbitos pela doença desde 18 de setembro de 2021, quando o país confirmou 935 mortes. Diante disso, nada mais a acrescentar. FIM!
 

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