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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Um ato simbólico para Tiradentes, em Ouro Preto, em plena pandemia de COVID

As homenagens começam já na noite de hoje, com a iluminação na cor verde do Museu da Inconfidência e do monumento a Tiradentes


20/04/2021 04:00 - atualizado 20/04/2021 07:57

O governador Romeu Zema vai comandar o ato simbólico do dia de Tiradentes(foto: Marcelo Barbosa/Imprensa MG)
O governador Romeu Zema vai comandar o ato simbólico do dia de Tiradentes (foto: Marcelo Barbosa/Imprensa MG)
“Alguns querem que eu dê um cavalo de pau no Brasil. Não dá para dar cavalo de pau. O povão vai aprendendo devagar, vai mudar isso daí. Para eu resolver, só se eu impusesse uma ditadura, a gente não vai fazer isso.”

“A gente está fazendo tudo. Eu acho que ninguém está com saudade do PT, não, né? Lembra do abril vermelho? Essa história toda lá? Como é que a gente acaba com isso? Tirando dinheiro dos caras. Os caras pegavam dinheiro via ONG. Dinheiro público. Agora, levo porrada o tempo todo.”

As declarações foram durante conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, antes da solenidade cívico-militar comemorativa do Dia do Exército, com a imposição da Ordem do Mérito Militar e da Medalha Exército Brasileiro, que foi ontem à tarde. Chega de Bolsonaro.

Afinal, o governo de Minas realiza amanhã, em Ouro Preto, homenagem ao Dia de Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira. Assim como no ano passado, devido à pandemia da COVID-19, não haverá cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência.

O ato simbólico na Praça Tiradentes terá início bem cedinho, às 7h, e será sem a presença de autoridades e de público. Ela será conduzida por militares do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

As homenagens começam já na noite de hoje, com a iluminação na cor verde do Museu da Inconfidência e do monumento a Tiradentes, em referência aos profissionais de saúde de todo o estado. A iluminação segue até a noite de quarta-feira.

Em 21 de abril, de acordo com a Constituição do estado, o governador Romeu Zema (Novo) decreta a transferência simbólica da capital de Minas Gerais para Ouro Preto. As cerimônias oficiais incluem a colocação da coroa de flores, o toque de silêncio executado por corneteiro da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar.

E tem ainda a chegada do fogo simbólico, e a Pira da Liberdade, com toda a pompa necessária e possível, será acesa na Praça Tiradentes. A homenagem será transmitida ao vivo pela Rede Minas, a partir das 7h. Os veículos interessados em registrar imagens deverão se credenciar. E óbvio que os jornalistas devem usar máscara e distanciamento durante o evento.

Por fim, futebol e política se misturam, sim. E o placar eletrônico do estádio fala por si. Foram 378 votos a 17 pela derrubada dos vetos do presidente Jair Bolsonaro. Os senadores ainda precisam analisar o tema. O trecho suspende os pagamentos das parcelas enquanto durar o estado de calamidade pública.

O “genocida”

“Dizem que não estou preocupado com a vida, que sou genocida. Prefeituras deitaram e rolaram no ano passado com o lockdown. E o povo reelegeu esses caras. Olha BH, reelegeram.” A declaração foi dada ontem, na portaria do Palácio da Alvorada, pelo presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, que agora busca partido, em ataque à possibilidade de o prefeito Alexandre Kalil (PSD) integrar uma eventual chapa presidencial.

Alvo mineiro

Pesquisas mostram que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), atinge mais de 70% de aprovação. Está explicado o ataque do presidente Jair Bolsonaro, né? Mas teve mais: “Eu sou prefeito de Belo Horizonte. Se o governador de São Paulo não consegue, se o governador do Rio de Janeiro não consegue… Bolsonaro não me recebe, só se for por sinal de fumaça”. E acrescentou: “Não perco mais tempo conversando depois de um ano e meio de pandemia”.

As sequelas

Foi o tema da audiência pública das comissões de Seguridade Social e Família, e dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados. Isso mesmo, em plena segunda-feira. “Muitas vezes, a atenção hoje, de forma importante, decorre do tratamento de urgência, da necessidade da vacina, mas nós temos aí uma grande parte dos pacientes que saem da COVID-19 com sequelas, que precisam de acompanhamento e que, infelizmente, estão sem nenhuma assistência”, destaca a deputada federal Flávia Morais (PDT-GO).

Encalhado

“Se param os portos, o Brasil vai à bancarrota.” Quem ressalta é o presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), José Adilson Pereira, deixando bem claro que é “por nós que passam todas as mercadorias do país, tanto na entrada quanto na exportação”. Daí o fato de o governo federal anunciar que pretende começar a vacinar trabalhadores portuários contra a COVID-19 até o fim de maio. Para registro, o anúncio foi feito durante audiência pública da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.

Já zarpou

“Não é que não existem evidências ainda. Já existem evidências de que esses medicamentos não funcionam. Para cloroquina e hidroxicloroquina (foto), nós temos mais de 30 trabalhos feitos no padrão ouro que mostram que esses medicamentos não servem para COVID-19.” Prestou atenção, presidente Jair Bolsonaro? Melhor a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência (ICQ), deixar bem claro para o senhor: “Para ivermectina, nós temos trabalhos também que demonstram que não serve e tem ainda uma série de trabalhos que são muito malfeitos e muito inconclusivos”.

PINGA FOGO

  • Em tempo sobre a nota As sequelas: a geriatra do Hospital Sírio-Libanês Samara Morais chamou a atenção para as consequências do isolamento social e da hospitalização, que podem provocar perdas cognitivas e funcionais nos pacientes mais velhos.

  • A propósito, vale o registro: as pesquisas revelam que 53% dos pacientes que tiveram formas leves de COVID-19 têm chance de desenvolver sequelas. Entre os que tiveram as formas mais agudas da doença, a probabilidade sobe e chega a atingir 80%.

  • E tem o alerta sobre a nota Encalhado: até o momento, os portuários ainda não foram convocados para a vacinação. “Se param os portos, o Brasil vai à bancarrota.” É ainda do líder dos estivadores, Adilson Pereira.

  • “A ciência serve para embasar a medicina, para que médicos tenham a tranquilidade de receitar medicamentos que eles sabem que passaram por esses testes e que, por isso, por haver uma base científica, podem receitar.” Dessa vez é mais um registro da microbiologista Natália Pasternak.

  • Sendo assim, o jeito é de forma científica encerrar por hoje. A semana quebrada com feriado de Tiradentes está apenas começando. FIM!
 
 

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