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Bolsonaro insiste em negar a gravidade da pandemia, mas a COVID não deixa

Para os apoiadores de sempre na manhã de ontem o presidente voltou a insistir em colocar em dúvida o número de mortes causados pela COVID-19 no país


17/04/2021 04:00 - atualizado 17/04/2021 08:06

Pressionado pela CPI da COVIB, o presidente Bolsonaro insiste no discurso contra as evidências da gravidade da doença no Brasil(foto: Evaristo Sá/AFP)
Pressionado pela CPI da COVIB, o presidente Bolsonaro insiste no discurso contra as evidências da gravidade da doença no Brasil (foto: Evaristo Sá/AFP)

Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) fecharam ontem, em plena sexta-feira, o acordo para a composição dos cargos de comando da CPI da COVID-19. Quem vai presidir é o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente será Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Só que o fato político mais importante é quem será o relator.

Na avaliação de especialistas, Renan Calheiros (MDB) na relatoria da CPI é o pior cenário para o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Senador por Alagoas, ele tem quatro mandatos consecutivos: 1995-2003; 2003-2011; 2011-2019; 2019-2027.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) descartou a possibilidade de uma disputa pela presidência ou pela relatoria da CPI, apesar de um dos cargos tradicionalmente ficar com o autor do pedido de investigação. Ou seja, o governo federal capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro errou o alvo.

Com as indicações partidárias concluídas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciou, ontem, que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 deve ser instalada em 22 de abril, logo depois do feriado de Tiradentes e também a data do descobrimento do Brasil. Deve ser por isso que deixou aberta a possibilidade de adiar para o dia 27, que é terça-feira da outra semana.

O que é fato consumado, extra, extra, extra, é a confirmação do coronel da Polícia Militar André de Sousa Costa como novo chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Essa é a quarta mudança no comando da área de comunicação do governo bolsonarista desde o início. É aquele dos tais “encontros temáticos” com a imprensa. Ou seja, não foi bem uma novidade.

Aliás, para os apoiadores de sempre, na manhã de ontem, o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, voltou a insistir em colocar em dúvida o número de mortes causadas pela pandemia da COVID-19 no país.

“Tem certas doenças que não morrem mais ninguém. O vírus matou o mosquito da dengue. Então, nós sabemos que está matando esse vírus, sabemos. Em especial quem é mais idoso, etc., mas temos que ter um número concreto”, registrou o presidente à plateia de sempre, presente em plantão no Palácio da Alvorada.

Segunda dose

O primeiro prefeito a fazer seu decreto neste sentido foi o de Bom Despacho, Doutor Bertolino (Avante), incentivando os demais prefeitos a fazerem a legislação municipal nesta vertente. E, já que é doutor, ontem a prefeitura estava aplicando a segunda dose de vacinas Coronavac em cidadãos que tomaram a primeira dose até 1º de abril. Daí o elogio do deputado tucano Antonio Carlos Arantes (foto): “O governo municipal, com a economia crescendo, poderá obter uma maior saúde financeira e terá também menos gastos com as diversas situações de vulnerabilidade social.

A parceria

O deputado estadual Antonio Carlos Arantes (PSDB), em parceria com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passálio, conseguiu reunir remotamente, durante a semana, 40 prefeitos de cidades das regiões Sudoeste, Sul e Centro-Oeste para discutir sobre a liberdade econômica municipal. Quem ganha com essa liberdade? Quem responde é o próprio Arantes: “São os empreendedores, trabalhadores e o governo municipal. Os empreendedores ganham com a redução da burocracia na geração de mais postos de trabalho e a cidade terá um salto na atividade empreendedora”.

Vai às compras

Faz sentido o que pretende fazer o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já que a necessidade é substituir as urnas eleitorais utilizadas desde 2009. E se não bastasse, elas estão obsoletas. Daí a informação oficial do TSE de confirmar a intenção de comprar até 176 mil urnas eletrônicas para as eleições de 2022, isso mesmo, ano que vem, quando os eleitores votarão para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.O secretário de Tecnologia do TSE, Giuseppe Janino, destaca que “qualidade e confiabilidade são valores essenciais nessa parceria”.

Reeleição

Assumiu. O governador Romeu Zema (Novo) disse ontem, em visita a Montes Claros, no Norte de Minas, que vai disputar um novo mandato nas eleições do ano que vem. “Sou candidato à reeleição porque quero deixar meu serviço completo”, disse, em entrevista à Rádio Terra de Montes Claros.Mas, inicialmente, o governador tentou desconversar sobre o assunto reeleição: "Em um momento tão grave como este, digo que não é hora de falar em política. É hora de arregaçarmos as mangas para salvar vidas”.

Tiro no pé

É o que pode acontecer já que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi obrigado a abrir mão da presidência da CPI da COVID-19 porque foi considerado “impedido” pelos demais senadores por ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). Enquanto o presidente da CPI é o responsável por conduzir os trabalhos de investigação e por determinar as fases que o colegiado vai seguir e o ritmo dos trabalhos, o relator prepara o parecer final, após os trabalhos. É ele, por exemplo, o responsável por sugerir indiciamentos ou não.

Pinga-fogo

Em tempo, ainda sobre o registro do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ele vai discutir com os integrantes da CPI da COVID-19 se as sessões serão presenciais, semipresenciais ou ainda de forma remota.

Mais um em tempo: desta vez da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia envolvendo Ricardo Salles trata ainda de madeireiros ilegais na Amazônia e inclui a grilagem de terra na Região Norte.

“Abaixar a cabeça!? De jeito nenhum. Vou seguir lutando. Ainda tenho muito trabalho a fazer. Obrigado a todos pelo carinho de sempre. Rezas, orações, pensamentos positivos que recebo de todos os cantos me fazem mais forte nessa batalha.”

Foi o que registrou o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Ele está internado no Hospital Sírio-Libanês para se tratar de um câncer localizado no fígado e também nos ossos. Sendo assim, só resta desejar: #forçafocoefé.

n Diante de tudo isso, não há alternativa. O jeito é encerrar por hoje. E torcer para encontrar melhores notícias para registrar. FIM!
 

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