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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Cenário devastador e efeitos colaterais da COVID-19 na política

Jair Bolsonaro, como sempre, repetiu seu mantra de sempre: ''o Brasil precisa voltar a trabalhar''. Ah! Ele esteve de máscara, mas tirou quando falava.


06/04/2021 04:00 - atualizado 06/04/2021 08:15

O presidente insiste em atacar o isolamento social em nome dos empregos perdidos para a pandemia(foto: Evaristo Sá/AFP)
O presidente insiste em atacar o isolamento social em nome dos empregos perdidos para a pandemia (foto: Evaristo Sá/AFP)

De um lado, o ministro Gilmar Ferreira Mendes. De outro, o ministro Kassio Nunes Marques. O fato é que Gilmar rejeitou ontem o pedido liminar (decisão provisória) para suspender o decreto do governo de São Paulo e a proibição de celebrações religiosas. Nem precisava, mas vale repetir. Culpa da COVID–19.

“Em um cenário tão devastador, é patente reconhecer que as medidas de restrição à realização de cultos coletivos, por mais duras que sejam, são não apenas adequadas, mas necessárias ao objetivo maior de realização da proteção da vida e do sistema de saúde”, alegou Gilmar Mendes.

Como tudo passa por Minas Gerais na política nacional, no meio do caminho está o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). Melhor ele próprio argumentar que aqui: “Em Belo Horizonte, acompanhamos o Plenário do Supremo Tribunal Federal. O que vale é o decreto do prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais”.

Pena que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, pelo jeito, não foi bem informado sobre Kalil. “É o discurso que eu bato na mesma tecla desde março do ano passado. Temos dois problemas pela frente gravíssimos ainda, o vírus e o desemprego”. Até aí, estava tudo bem o presidente.

Porém… Bolsonaro continuou: “Sempre bati na mesma tecla: as medidas para combater o vírus, os seus efeitos colaterais, não podem ser mais danosos que o próprio vírus. O Brasil precisa voltar a trabalhar”. E foi o que ele fez, participou de inauguração de entrega de casas do Programa casa verde e amarela, aquele que substituiu o Minha casa, minha vida, instituído em 2009 durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT.

“É uma satisfação participar de um evento como esse onde pessoas necessitadas estão recebendo um benefício, um imóvel patrocinado pela nossa Caixa Federal. É sinal de que teve gente que não parou durante a pandemia. E o que dói no coração da gente: de quatro pessoas que nós entregamos de forma simbólica a chave, uma era aposentada e três estão desempregados. Três desempregados. Pessoas humildes. Só Deus sabe como estão sobrevivendo”.

Foi mais um registro do presidente Jair Bolsonaro, que estava em São Sebastião que é uma região administrativa do Distrito Federal (DF). E foi lá que repetiu, como sempre, o seu mantra: “O Brasil precisa voltar a trabalhar”. Ah! Ele esteve de máscara, mas tirou quando falava.

Adiamento

Pedido de vista coletivo da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e dos deputados mineiros Júlio Delgado (PSB-MG) e Paulo Guedes (PT-MG) adiou para quinta–feira a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal sobre continuar o processo movido por Rede, PSOL, PT e PCdoB contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Os partidos o acusam de quebra de decoro parlamentar e atentado contra a democracia por sugerir adotar um novo AI-5, o Ato Institucional nº 5, que, em 1968, endureceu o regime militar e fechou o Congresso.

A discordância

O deputado afirmou que ainda que se discorde da fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a declaração não configura “grave irregularidade no desempenho do seu mandato”. “Conquanto da autoria e materialidade dos fatos declinados estejam demonstrados, as condutas descritas não confiram afronta ao decoro parlamentar, tratando–se de fatos atípicos”, ressaltou o deputado Igor Timo (Pode-MG), um empresário de escolaridade superior incompleto, de acordo com seu perfil oficial na Câmara Federal. “Diante da inexistência de justa causa, impõe-se o término do processo”.

Nem rezando...

“Decisão judicial ninguém discute, cumpre-se”. Simples assim, foi o que declarou o médico cardiologista e agora ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A declaração foi feita logo depois ao sair de uma reunião com o próprio presidente Jair Bolsonaro. Não poderia ser diferente, não é mesmo? Ainda ecos da polêmica envolvendo a reabertura das igrejas de domingo. Afinal, o ministro já tinha alertado: “Esta semana santa é um ponto forte de risco”. Pelo jeito foi educado, optou por não contrariar o chefe.

Está empatado

A nova rodada da pesquisa XP-Ipespe sobre a disputa presidencial para 2022 mostra que, a cerca de um ano e meio da eleição presidencial de 2022, o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) permanecem tecnicamente empatados na liderança. A diferença é que, agora, o petista está numericamente à frente. Ele tem 29% das intenções de voto ante 28% de Bolsonaro. Sergio Moro e Ciro Gomes vêm em seguida, com 9% cada. Antes, Lula tinha 25% e Bolsonaro, 27%. Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional nos dias 29, 30 e 31 de março. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Faltou aviso

Política e futebol não se deve discutir, só que esqueceram de avisar que é melhor não sair de sua praia, mas pelo jeito o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não percebeu. Melhor ele próprio alegar: “Alguns excessos que possam ter ocorrido devem ser removidos, mas eu tenho certeza que não foi nada de má-fé. É natural de um time que nunca jogou junto e começou a jogar junto”. E olha que ele estava em sua praia, foi em um evento organizado por uma corretora de investimentos. Disso ele entende de cor e sorteado. Já na política propriamente dita, ele precisou negar atritos envolvendo os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL).

Pinga-fogo

Em tempo: o deputado Eduardo Bolsonaro disse esperar o arquivamento do processo na próxima reunião. Ele também defendeu a não utilização do espaço do Conselho de Ética “para fazer guerra política”.

Bastaria, mas amenizou: “Além disso, que poder eu tenho para fazer o AI-5?”. Eu, hein? Uai, se tivesse poder aproveitaria para guerrear? Pois foi isso que o filho do presidente da República deixou a entender com a declaração nas entrelinhas.

Mais um em tempo: sobre o Orçamento deste ano, o ministro Paulo Guedes, da Economia, tucanou. Alegou que é “politicamente desconfortável”. Para que fique claro, foi o veto presidencial de Bolsonaro do Orçamento da União deste ano integralmente. E citou o ponto de vista jurídico.

Para registro ainda sobre a pesquisa XP-Ipespe: foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional entre os dias 29, 30 e 31 de março. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. E foi encomendada pela revista Veja.

Para encerrar, o técnico Tite recebeu ontem a primeira dose da vacina contra a COVID-19. Ele ainda mandou o recado depois: “A ciência e a medicina são fundamentais para nossa vida e nosso futuro. Vacina sim!”
 

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