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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O troco supremo, o Frederick Wassel e a saída do ministro da Educação

Ele é quem atende toda a família. É tratado como o ministro sem pasta de Bolsonaro. Foi lá onde estava hospedado o Queiroz. E ele já defendeu o presidente


postado em 19/06/2020 04:00 / atualizado em 19/06/2020 07:10

O advogado Frederick Wassef é dono do imóvel onde Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso pela Polícia Civil(foto: Fábio Motta/AFP - 26/5/20)
O advogado Frederick Wassef é dono do imóvel onde Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso pela Polícia Civil (foto: Fábio Motta/AFP - 26/5/20)

“Agradeço a todos de coração, em especial ao presidente @jairbolsonaro. O melhor presidente do Brasil! LIBERDADE!” O tweet é do agora ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Melhor ele próprio fazer o registro ou, o que é mais provável, o prêmio de consolação.

“Neste momento, eu não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de um banco. Já fui diretor de um banco no passado. Volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial.”

O anúncio foi feito em um vídeo publicado pelo próprio Weintraub, em que o ministro aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro: “É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível”.

E o presidente da República fez questão de ressaltar que “a confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”.

Uai, então que tal me mandar para o Banco Mundial no lugar de Weintraub, para começar? Afinal, está escrito: no Banco Mundial, o Brasil lidera um grupo de nove países e, como é o maior acionista, o país tem a prerrogativa de indicar o diretor da área.

Brincadeirinha, já que no meio do caminho é necessário acrescentar o Supremo Tribunal Federal (STF). Afinal, não é fake news a goleada que manteve a investigação que apura ameaças a ministros da mais alta corte de Justiça do país. E é devidamente para conter a disseminação de conteúdo falso na internet. O placar foi de goleada: 10 a1. O único voto contrário partiu do ministro Marco Aurélio de Mello.

Melhor voltar ao presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), já que até os integrantes do grupo chamado como Centrão têm dado sinais de que não pretendem salvar o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e muito menos o Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro, que foi preso ontem, em Atibaia.

O argumento é o esconderijo. Isso mesmo, já que o imóvel é do advogado Frederick Wassef. O que tem isso? Ele é quem atende toda a família do presidente, tratado como um ministro sem pasta de Bolsonaro. É onde estava hospedado o Queiroz. Detalhe: já defendeu o próprio presidente.

O tweet...

… do senador Humberto Costa (PT-PE) bombou ontem diante das várias publicações que fez sobre o caso de Fabrício Queiroz. Numa delas, o petista apontou que “o cerco à família Bolsonaro está se fechando”. E fez questão de destacar que o presidente nem parou para falar com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, na manhã de ontem, como sempre faz. E fez questão de lembrar que a filha de Fabrício Queiroz já trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro, quando ele era deputado federal. “É evidente que o presidente sentiu a pancada da prisão do seu amigo. Se Queiroz falar tudo o que sabe ou que já fez, não fica ninguém de pé com sobrenome Bolsonaro.

“Grande dia”

O líder da Minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), não perdeu tempo ao defender a cassação do colega Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e comemorar a notícia da prisão do ex-assessor de Flávio: “Queiroz foi preso! E foi encontrado na casa do advogado de Flávio Bolsonaro. Quem poderia imaginar essa relação? Aliás, está na hora de a nossa denúncia contra Flávio andar. Tem que ser cassado urgentemente. O filho do presidente deve respostas à Justiça. Ah! Grande dia”, fez questão de ressaltar o senador do Amapá.

Conta tudo!

“Muita coincidência para uma família só. #Contatudoqueiroz”, pediu o senador Paulo Rocha (PT-PA), do Bloco Parlamentar Resistência Democrática. A hashtag também foi usada pelo líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE). Ele alertou que o presidente da República “precisa aprender que não é dono do país”. E teve mais: “Com a prisão de Queiroz e o mandado de busca e apreensão num imóvel que é patrimônio do presidente, fica a lição para Bolsonaro de que ele não é dono do Brasil. Ninguém está acima da lei! Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jean Paul Prates (PT-RN) endossaram ipsis litteris.

My name…

… is Moro, Sergio Moro. Nada como um dia depois de outro, em especial o dia 24 de abril deste ano. Depois de ter sido defenestrado e ter a sua demissão concretizada, ele não perdeu a caminhada de pegar carona no caso envolvendo a prisão de Fabrício Queiroz. Vale registrar o tweet que publicou: “O importante é que polícias, Ministério Público e cortes de Justiça possam trabalhar de maneira independente e que todos os fatos sejam esclarecidos”. O ex-comandante da Operação Lava-Jato não tem partido, mas, se tivesse, com essa declaração tinha tudo para tucanar, não é não?

O Profut

Dá até para adivinhar do que se trata, mas vale o registro. Trata-se do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, que foi aprovado ontem pelo plenário da Câmara dos Deputados. Para deixar claro, o fato é que os pagamentos das parcelas devidas pelos clubes ficam suspensas enquanto durar a pandemia da COVID-19. O fato é que o projeto de lei foi aprovado no texto substitutivo apresentado pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG), que foi o relator. “Essa suspensão das parcelas será uma maneira eficaz de trazer alívio a essas entidades”, justificou.

Pinga fogo

Agora é fato. Foi aprovada a MP 927, isso mesmo, a medida provisória que antecipa férias e feriados, concede férias coletivas e permite o teletrabalho, entre outras medidas, até dezembro deste ano. Nem precisava, mas é óbvio que se trata da COVID–19. A MP agora segue para o Senado.

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu ontem a votação da proposta que suspende os pagamentos devidos pelos estudantes ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) enquanto durar o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus. A matéria agora vai
à sanção.

Em tempo, ainda sobre o ministro Marco Aurélio de Mello: era favas contadas a divergência dele. O argumento por ele usado é que “no direito, o meio justifica o fim, jamais o fim justifica o meio utilizado”.

Mais um: “Eu nunca vou parar de dar graças e agradecer. Muito obrigado por todas as orações e todo o apoio que vocês têm dado ao meu irmão e a mim. Nossa família é muito grata. De coração”. @ArthurWeint. Ou seja, o irmão Arthur Weintraub, do agora ex-ministro da Educação.

Diante de um dos dias mais movimentados nos últimos tempos na política nacional, o melhor a fazer é esperar os próximos capítulos. E torcer para que tragam um mínimo de tranquilidade. Torça! Isso mesmo, vale a torcida.
 

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