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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Vídeo rendeu uma coluna com muita sacanagem

A reunião ministerial de 22 de abril foi um festival de palavrões e ataques generalizados feitos por Bolsonaro e parte de sua equipe


postado em 23/05/2020 04:00 / atualizado em 22/05/2020 22:59

(foto: Sergio Lima/AFP)
(foto: Sergio Lima/AFP)

“Ah, o governo tá, o ministério tá indo bem, apesar do presidente. Vai pra puta que o pariu, porra! Eu que escalei o time, porra! Não vou esperar foder minha família toda, de sacanagem.”


São trechos da fala do presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), na famigerada reunião de 22 de abril. Isso mesmo, com esse palavreado. Pode piorar? Pode. Então, que tal mais um trecho vindo do ainda comandante do país? É mais completo.


“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira.”


O ministro trocado foi o da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, ex-juiz, responsável por julgar processos oriundos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), hoje sem o protagonismo da sua época. Errou feio Moro ao assumir o ministério, mas o troco veio agora na sua delação na mais alta corte de Justiça do país.


Para Bolsonaro não ter de esperar sobre seus filhos, valem dois registros.
O primeiro é sobre Eduardo Bolsonaro, que disse que seria fácil fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, bastava “um soldado e um cabo” para a tarefa, avaliando ainda que o fechamento não causaria comoção pública.


O segundo é a sombra do ex-policial militar Fabrício Queiroz, que movimentou R$ 1,2 milhão de forma suspeita quando era assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, atual senador, com mandato até 2027. Se não for cassado, né?
Feitos esses registros, é melhor rezar. E o presidente começa assim: “Reunião ministerial de 22 de abril. Mais uma farsa desmontada. Nenhum indício de interferência na Polícia Federal”, ressaltou primeiro. Em seguida, a reza propriamente dita: “Versículo 32 do evangelho de João, da Bíblia cristã: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.


Para encerrar, um último registro: “Os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade. O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso”.


Sem esquecer o tweet, com direito a slogan: “Brasil acima de tudo!”. Já basta por

hoje.

 

 

Ainda o STF

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.” É trecho da fala do ministro da Educação. Abraham Weintraub. Quem dá o aviso é o ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, determinando que os demais colegas sejam oficiados para, se quiserem, adotar as medidas cabíveis: “Constatei, casualmente, a ocorrência de aparente prática criminosa, que teria sido cometida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, no curso da reunião ministerial realizada em 22/4/2020, no Palácio do Planalto”.

Decolou finalmente

O Aeroporto Indústria agora é uma realidade. Demorou, mas Minas Gerais tem agora o primeiro Parque Industrial Aeroportuário do país. A ideia surgiu há 21 anos, por meio de uma lei vanguardista aprovada na Assembleia Legislativa de Minas. A iniciativa foi do então deputado Alberto Pinto Coelho, também ex-governador do estado. Em 2014, o governo estadual entregou o terminal concluído. Faltavam os arranjos finais e a licitação, por parte da empresa concessionária, para a instalação de indústrias nos 50 mil metros quadrados. Este salto pode representar um novo impulso econômico para o estado. Ainda mais importante diante de tempos como os atuais.

 

O ex-mineiro

“Se a economia não voltar, vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social. Desabastecimento e tudo mais. A população está tranquila, o abastecimento está tranquilo. Mas o governo está se desdobrando para manter esse nível de emprego e abastecimento.” É trecho de declaração do ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, que é mineiro, mas não seguiu a cartilha tradicional dos que aqui nasceram. Deveria ser mais sensato e cuidadoso. Os números da COVID-19 falam por si.

 

Facilita aí!

Depois de o governo do estado anunciar o retorno das aulas na rede estadual no último dia 18, na modalidade a distância, o deputado Raul Belém (PSC) encaminhou requerimento ao governador Romeu Zema (Novo) para que torne disponível o sinal aberto da TV Rede Minas para todas as cidades mineiras. Assim, todos os alunos da rede estadual poderão ter acesso mais facilmente ao conteúdo lecionado pelos profissionais da educação. Em seu perfil na Assembleia Legislativa, ele próprio informa ser empresário e ex-prefeito de Araguari. Detalhe que vem do berço: Raul José de Belém é filho do ex-deputado estadual, federal e constituinte Raul Belém, falecido em 2001.

A Amazônia

Entra de novo na disputa presidencial nos Estados Unidos. “Nenhuma empresa que lucra bilhões de dólares deve pagar uma taxa de imposto mais baixa do que os bombeiros e professores.” A declaração foi dada pelo pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden. O detalhe que interessa é sobre o Brasil. Isso mesmo. “Nós deveríamos ter um presidente que estivesse falando agora com o presidente do Brasil.” E destacou: “Olhe, pare de queimar a Amazônia, que é o maior sumidouro de carbono no mundo”. E prometeu, na entrevista, investir em energias renováveis e promover “política racional” sobre o aquecimento global para criar empregos.

 

Pinga-fogo

  • Em tempo: o general Braga Netto é aquele que comandou a intervenção no Rio de Janeiro. Durão e experiente, dizia na época: “O objetivo é reestruturar, fortalecer e dar apoio logístico para conter a criminalidade e dar suporte à segurança pública”. E reuniu as polícias Civil e Militar e os bombeiros.

  • Mais um em tempo: em 1965, Raul Belém, o pai, foi um dos fundadores, em Minas, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em 1964 e foi cassado pelo AI-5, que endureceu a ditadura em 1968.

  • Teve ainda ameaça aos ministros: “Aqui eu já falei: perde o ministério quem for elogiado pela Folha ou pelo Globo! Pelo Antagonista (…) O que os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade”.

  • Falar o quê mais? Se haverá questões jurídicas no meio do caminho, o melhor mesmo é aproveitar o fim de semana. Chega por hoje, procure descansar. Afinal, o fim de semana chegou.

 

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