
Números, números e mais números marcaram o dia político de ontem. As letras só reapareceram para comentar os números das pesquisas de opinião divulgadas. E o personagem do dia, mais uma vez, foi o Ministério da Saúde – é assim que o Instituto DataFolha tratou Luiz Henrique Mandetta, o ministro da Saúde. Aquele que o presidente Jair Bolsonaro afirmou, quinta-feira, que “o Mandetta já sabe que a gente está se bicando há algum tempo”.
Melhor, então, dar os números de uma vez. Pela ordem: o ministro Mandetta atinge 76% de ótimo/bom. Já no caso do presidente Jair Bolsonaro, foi mantido o seu patamar de 33% de ótimo e bom. Só que a reprovação atingiu 39%. Antes, era de 33%.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Ou seja, no limite dela. Entre os governadores, o resultado foi 58% de aprovação. Vale ressaltar que a pesquisa mediu a avaliação do desempenho diante do coronavírus.
Sob o comando do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, trataram de economia. Em três meses, ele pretende gastar todo o orçamento dos ministérios. No meio do caminho, as reclamações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que vem cobrando já faz um bom tempo: “A ficha demorou a cair”, repetiu ontem.
Em seguida, foi a vez do ministro da Cidadania, Onix Lorenzoni (DEM). Ele registrou sobre um aplicativo para celulares para identificar os trabalhadores informais que não estão em nenhum cadastro do governo, mas têm direito de receber o auxílio de R$ 600.
Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), foi na mesma toada, tratou do saque de R$ 600, o tal auxílio emergencial. O calendário ficou para segunda-feira, avisou o presidente da Caixa. É uma verdadeira corrida contra o tempo. Quem deve receber? Essa pergunta pode demorar a ser respondida.
E teve mais: claro que sobre o novo coronavírus. Lá estiveram o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge de Oliveira, e Luiz Eduardo Ramos ministro-chefe da Secretaria de Governo. E teve ainda o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).
O que importa, no entanto, é que eles precederam o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que esteve presente. Uai, não seria demitido? Resposta literalmente rápida do presidente da República: “Não”.

"Vamos colocar nossa parte técnica para descobrir quem são os patrocinadores dessas pessoas que utilizam perfis falsos para poder usar as redes socais para depreciar as instituições, depreciar famílias, atentar contra a vida e as fake news"

