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Debate de fascismo virou "divisionismo"


postado em 29/05/2019 06:00 / atualizado em 29/05/2019 08:29

A aula de moral e cívica é a notícia do dia. Os Três Poderes da República esteviram reunidos para mostrar a harmonia entre os seus comandantes: o presidente Jair Bolsonaro (PSL), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

É de tirar o sono, não é? Calma gente, devagar com andor. Todos eles chegaram por volta de 8h30 na residência oficial da Presidência da República, bem penteadinhos, parecendo até que tinham acabado de sair do chuveiro. O motivo, óbvio, terem acordado bem cedinho.

O clima ajudou, pelo menos de manhã em Brasília estava fresquinho mesmo na hora do encontro. Quem garante é o ministro da Economia, Paulo Guedes: “foi um café da manhã excelente, um ambiente ótimo. Não é esse antagonismo. Estão todos buscando melhorar o país. Foi um clima excelente”.

Já o debate sobre fascismo realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em que estavam o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) e a deputada Maria do Rosário (PT–RS) acabou em rima, com o “divisionismo” entre ela e Ciro, que pegou pesado: “Eu não falei mal do Lula, porra. Falei que ele está condenado em segunda instância e não vou mudar o discurso porque quem não vê a realidade é louco, é pirado”.

E teve ainda o divisionismo no meio do caminho em plena universidade. Melhor explicar de uma vez o que é, com a devida escolha de parte dele, aquele que traz a “teoria ou prática de separar as cores em suas componentes e de aplicar estas lado a lado na tela em vez de misturá-las na paleta, de modo que se fundam, a distância, na visão do observador”. Resultado: uma pintura!

Melhor navegar em outras praias ou no mar mesmo com notícia política. Afinal, “o Brasil é um país de vocação marítima, ou seja, 95% do comércio exterior brasileiro se concretiza pelo mar. O volume de recursos atinge cifras relevantes, correspondendo a 95% do petróleo e 80% do gás natural produzidos em águas jurisdicionais brasileiras”.

E finaliza a Frente Parlamentar Mista da Marinha Mercante Brasileira: “as riquezas contribuem para materializar a ação política e militar como fator de desenvolvimento econômico e social, com projeção ao poder nacional, resultante da integração dos recursos de que dispõe a Nação para a utilização do mar e das águas interiores, como instrumento de ação política e militar ou fator de desenvolvimento econômico e social”.

Pombo correio
O carteiro Davi Alcolumbre é quem foi levar o recado feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para que não haja nenhuma modificação na MP 870/2019. É que no meio do caminho tem senadores que são governistas, mas não concordam que retirem do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, o Coaf, o tal Conselho de Controle de Atividades Financeiras, aquele que os implicados da Lava-Jato detestam, por causa do chavão siga o rumo do dinheiro. E que Moro tanto usou quando ainda juiz em Curitiba.

A carta chegou
Ela fez o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), que preferia Moro, acatar a ordem do capitão Bolsonaro. Se é comandante-em-chefe, mesmo com patente menor, o jeito é obedecer. Foi o que ele fez. Acatou o risco defendido pelo ministro Paulo Guedes, o medo do aumento de ministérios. “Não podemos colocar em risco a reforma administrativa como um todo, e isso poderia gerar a obrigatoriedade da criação de 29 ministérios”, o argumento de sempre, depois da votação na Câmara dos Deputados contra o ex-juiz Sérgio Moro.

Estrilou à toa

(foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )
(foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem requerimento do deputado Aliel Machado (PSB-PR), que convoca o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a comparecer à comissão para prestar esclarecimentos sobre o decreto do governo que ampliou a posse e o porte de armas no país. O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) (foto) estrilou, afinal é colega de partido do ministro. Chegou a defender que a convocação fosse votada só semana que vem. Alegou que Lorenzoni precisaria mais tempo de organizar sua agenda. Bem, depois de um telefonema, o próprio Kim avisou que Onix deu aval para a convocação.

O literário
“Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fé”, declarou dom Walmor Oliveira de Azevedo ao ser eleito como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Agora, participar de greve geral contra a reforma da Previdência no mês que vem, é melhor esperar. Ao ser eleito como reza o Estatuto da CNBB ele acrescentou, em seu “sim” à missão, que pediu “a Deus que não lhe falte sabedoria para assumir este serviço”. Quanto ao ato em defesa da educação, não dá para descartar que possa comparecer. Autor de vários livros publicados estará em sua praia.

Vai esbarrar
Direito? “Professores precisam ter um comportamento imparcial, tem assunto polêmico, é natural que se debata. Agora, o que não pode haver é uso de professor sendo tendencioso”. Uai, liberdade de expressão não pode? André responde: “Os alunos podem se expressar, usarem suas camisetas, foi uma decisão técnica”. Será que o advogado-geral da União, André Mendonça, fez direitinho o seu curso de direito? Pode escrever, vai esbarrar na ministra mineira Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).

PINGAFOGO

A propósito de Onix Lorenzoni (DEM-RS), ele tem cinco mandatos – o quinto agora – na Câmara dos Deputados. Em casa ele vai se sentir na convocação aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Mas a oposição vai apertar e não será pouco não.

Amanhã, é o Dia Livre de Impostos e o registro sobre a data foi antecipada para ontem, já que sexta-feira estaria toda esvaziada a solenidade em homenagem ao dia. Como tudo passa por Minas, este ano quem fez o pedido foi o deputado Charlles Evangelista (PSL-MG).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou discurso para ser lido. Afinal, ele esteve no café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), bem no horário da sessão solene. E aproveitou para defender a reforma da Previdência.

Desta vez, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), não tucanou, como costumam seus colegas de partido. Foi direto ao ponto: “O país com um número recorde de desempregados, andando de lado e as instituições aqui fazendo picuinha entre si...”

Por fim, um último registro. Do Rodrigo Maia mais uma vez. É que ele tratou do marco legal do saneamento básico no país. Se conseguir sanear a corrupção, já basta. E chega por hoje.

 


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