Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

O Moro perdeu, mas o placar incomodou

Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi vítima do mau tempo. Ele até que chegou a Cascavel, mas o helicóptero que usaria não levantou voo, já não havia teto


postado em 24/05/2019 06:00 / atualizado em 24/05/2019 07:47

Na calculadora política, faltaram apenas nove votos. O placar foi de 228 votos a favor e 210 contrários em favor da transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia e tirando do Ministério da Segurança e Justiça. A expectativa era de que seria maior, menos apertada como foi.

Quem reconheceu foi o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao destacar a atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, diante do Coaf voltar à pasta da Economia: “Moro mostrou para o próprio governo que o diálogo pode gerar resultados. Ele conseguiu convencer bastantes parlamentares. É mais do que o governo vem convencendo nos últimos meses”. Faltou, no entanto, combinar com o Centrão, que ganhou a parada mesmo surpreendido pelo placar.

Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi literalmente vítima do mau tempo. Ele até que chegou a Cascavel, no Paraná, mas o helicóptero que ele usaria não levantou voo, já que não havia teto. Ele chegou a pensar em ir de carro, mas a pista, em obras, era simples, não duplicada. O presidente desistiu.

O motivo, os caminhoneiros. O tráfego deles era intenso. Na tradução política, enfrentar os caminhoneiros é melhor mesmo deixar para lá. Mesmo sem greve deles, como aquela que paralisou o país de triste memória.

Afinal, não há como deixar sem registro uma frase do líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL). “O tema é delimitar abusos de poder para que a gente tenha paz no ordenamento jurídico desse país. A realidade da matéria é essa, mas o proselitismo político que busca likes na internet vendeu discursos de falsa moralidade”.

E olha que a Medida Provisória 870/19 a que ele se referia tratava de reorganizar a estrutura ministerial do Poder Executivo, diminuindo o número de pastas e redistribuindo atribuições. “Nós, no centro, trabalhamos para cumprir com obrigação de votar uma MP que, sem nós, não teria votos para estar onde estamos”, acrescentou Lira. Bem, quem sabe tudo mude. Afinal, a Medida Provisória ainda será votada pelo Senado. Vai que caduca antes de ser votada pelos senadores.

Enfim, já que é solidária a responsabilidade da União, dos estados e dos municípios para pagar remédios de alto custo e tratamentos médicos oferecidos pela rede pública, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram quarta-feira melhor remediar e encerrar por aqui.

Demorou!

Como dizem os jovens. “O projeto é singelo, coloca na CLT o que já está no Código de Processo Civil e me parece muito adequado”, defendeu o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao relatar projeto do senador Styvenson Valentim (Pode/RN). Trata-se de permitir que, em caso de atraso superior a meia hora, as partes e os advogados possam ser liberados depois deste tempo e prevê que a audiência seja remarcada para a data mais próxima possível. Faz sentido, ficar parado em fila de julgamentos, muitos deles conflituosos e demorados, é praticamente uma praxe.

"Investimentos trazem desenvolvimento, empregos, oportunidades para as pessoas e é isso que a Fiat traz hoje. Merece nossos aplausos, merece o reconhecimento da Assembleia Legislativa por investir em Minas, por acreditar nos mineiros e na força de Minas Gerais”A frase é do presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Agostinho Patrus, durante o evento, esta semana, de anúncio dos novos investimentos da Fiat Automóveis em Minas Gerais.

Piada pronta

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ela vem da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), mas sem querer fazer graça. “Pelo menos faça as contas para não passar constrangimento”, disse ao ministro Abraham Weintraub (foto) em sessão na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Tabata esclareceu que apenas três convites foram feitos pelo MEC e todos eles foram feitos na gestão anterior, quando Ricardo Vélez ocupava o cargo de ministro, sendo o último no dia 1º de abril. E não é mentira. Weintraub só tomou posse no cargo de ministro da Educação em 9 de abril.

Passa por Minas

Deputado Boca Aberta (Pros-PR) fala com uma gritaria danada na Câmara dos Deputados sobre os problemas do seu Paraná. Como não poderia deixar de ser. Mas como praticamente tudo na política nacional tem de passar por Minas Gerais, vale só um registro: ele é integrante titular Comissão Parlamentar de Inquérito  (CPI) que trata do Rompimento da Barragem de Brumadinho. O detalhe é que ele se chama Emerson Petriv e foi condenado a 22 dias de prisão em regime semiaberto por perturbação de sossego, em UPA de Londrina.

Vai sanear?

O marco legal do saneamento que a sociedade precisa ainda não é o objeto dos contribuintes, que prefeririam que fosse sanear a corrupção que assola o país. É só uma ideia, já que a notícia de fato é que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) está procurando um acordo em torno da medida provisória que trata do marco legal do saneamento. Até agora, não há entendimento, mas Maia já tem o plano B de que a apresentação pode partir de um projeto de lei. Algum deputado se habilita?

PINGAFOGO


A reforma da Previdência não sai da cabeça do deputado mineiro Danilo de Castro. Além de participar dos debates no Congresso sobre o tema, o parlamentar do PSDB acompanhou, com atenção, as exposições e mesas do seminário Por que a reforma é crucial para o futuro do país?, realizado na quarta-feira em Brasília pelo Estado de Minas e Correio Braziliense.

“Isso foi importantíssimo neste nosso caminho para nos tornarmos membro pleno da OCDE”. É o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, comemorando antes da hora a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e Social.

Meio cedo ainda, falta marcar data e pode demorar muito. Mas Araújo conta com o apoio, que é importante, do presidente Donald Trump. Se der certo, será uma retribuição diante da visita que Bolsonaro fez a Trump e foi recebido na Casa Branca.

A Rede Sustentabilidade não perdeu tempo. Entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) um dia depois do decreto do governo federal sobre o porte e a posse de armas. O partido considera que ele continua sendo inconstitucional.

 A coluna também acha. Mais armas, mais morte não custa repetir. Mas já chega por hoje. Melhor pegar uma carona com o nome novo Boeing Brasil e finalizar voando a coluna por hoje.

 


Publicidade