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Estado de Minas

Década de grandes avanços tecnológicos na cardiologia


postado em 07/02/2020 04:00


Américo Tângari Junior
Especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira 
de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

A sincronia entre o conhecimento científico e os avanços tecnológicos na área da saúde, de tão rápida e perfeita, permite prever uma evolução espantosa no final desta década, talvez antes. Na verdade, essa é a vereda que tem levado a humanidade a uma vida mais feliz e saudável ao longo de nossa jornada. 

Diagnósticos precisos levarão a tratamentos mais apurados. E ficarão no passado, por exemplo, doenças cardiovasculares, que se tornaram a causa mais comum de morte em todo o mundo. Convém lembrar que, há um século, o coração era o responsável por 10% das mortes no planeta. Hoje, esse fator subiu para 30%.

A cardiologia reconhece de forma rápida o papel da tecnologia. Os equipamentos têm evoluído, os exames são mais minuciosos e precisos com o uso da inteligência artificial, aumentando a definição de imagens. É o caso da angiotomografia, ressonância magnética e ecocardiogramas, com nitidez superior ao olhar humano.

Essas informações melhoram a qualidade do atendimento e acabam por reduzir barreiras e custos, tornando universal o acesso aos novos procedimentos.

Ressalte-se o fato de que os pacientes terão possibilidade de telediagnóstico 24 horas por dia em qualquer parte do mundo com o progressivo desenvolvimento da telemedicina. E aí temos o exemplo do tele-eletrocardiograma. De forma segura, por meio da internet, o médico pode realizar o exame e analisar os resultados, orientando, rapidamente, os pacientes.

Ou ainda se valer de startups na medicina, recente ferramenta para emprego de novas tecnologias associadas ao uso crescente da internet. Nesse sentido, o CRM estuda adaptar o atendimento a distância ao Código de Ética Médica.

No tratamento, nota-se o desenvolvimento de novas drogas para controle do colesterol e diabetes, com aplicações semanais ou quinzenais, e medicações mais precisas para controle da pressão arterial.  

A robótica médica também evolui rapidamente e já permite cirurgias mais seguras com mínimos cortes, implantes de próteses sofisticadas e corações mecânicos avançados. O fato é que não se pode mais pensar em saúde sem tecnologia, aproveitando todos os benefícios aqui descritos.

Mas não se deve esquecer que o mais importante é consultar o médico ou o especialista e receber orientação para os exames mais adequados, segundo a faixa etária e o histórico clínico do paciente, iniciando com pedidos de análises mais simples e acessíveis, como dosagem de colesterol e glicemia no sangue, eletrocardiograma e, se achar necessário, os mais sofisticados, como ecocardiograma, teste ergométrico, tomografia das coronárias ou cateterismo cardíaco.

Prevenção é fundamental, não se pode mais deixar-se surpreender com infarto, AVC ou mesmo morte súbita.

Os sintomas mais comuns são dores nos ombros, costas, mandíbulas, braço esquerdo, palpitações, falta de ar e cansaço. Todos podem ser sinais de anomalias graves no coração; portanto, qualquer incômodo na região do tórax deve ser investigado por um médico.

Às vezes, há um excesso de informações, o que pode provocar no profissional uma sensação de insegurança. Mas isso logo se dilui, especialmente se houver uma prevenção adequada, o que garante ao paciente todos os benefícios dessa evolução da medicina.

E, afinal, o conhecimento e a tecnologia podem muito. Mas não podem adivinhar os sintomas do paciente ou salvar a vida de quem nunca procurou cuidar bem dela. 

E prevenção, de acordo com orientação médica, é a palavra-chave da boa saúde.


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