Qual a diferença entre CID e laudo médico? Entenda os documentos
Saiba para que serve a Classificação Internacional de Doenças e por que ela é importante em atestados, pedidos de benefícios e processos judiciais
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Embora o laudo médico e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) estejam ligados à saúde, eles possuem funções distintas e que se complementam no dia a dia do paciente.
Entender a diferença entre ambos é fundamental para quem precisa apresentar um atestado no trabalho, solicitar um benefício no INSS ou participar de um processo na Justiça.
De forma direta, um não substitui o outro. Cada um serve a um propósito específico, e compreender essa separação evita problemas burocráticos e garante que seus direitos sejam respeitados em diferentes situações.
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O que é a CID?
A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, conhecida pela sigla CID, é um sistema de códigos universal criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a nomenclatura de doenças, lesões e outros problemas de saúde em todo o mundo.
Atualmente, o sistema está em sua 11ª revisão (CID-11), que entrou em vigor globalmente em 2022. No Brasil, ela será implementada em 2027, e a versão mais utilizada ainda é a CID-10.
Pense no CID como um “CPF” de cada condição médica. Ele é formado por uma combinação de letras e números que identifica uma doença específica. Esse sistema permite que um diagnóstico seja compreendido de forma igualitária por profissionais de saúde e sistemas públicos em qualquer país.
E o laudo médico?
O laudo médico, por sua vez, é um relatório completo e descritivo. Nele, o médico não apenas informa o diagnóstico, como detalha todo o quadro clínico do paciente. É um documento que conta a história da condição de saúde de uma pessoa.
Um laudo bem elaborado inclui informações como o histórico do paciente, os sintomas apresentados, os resultados de exames, a descrição da doença, o tratamento indicado e as possíveis limitações que a condição impõe. Ele é assinado pelo profissional responsável, que atesta a veracidade das informações.
A importância da diferença na prática
A confusão entre os dois é comum porque o código CID geralmente consta tanto em atestados quanto em laudos. A principal diferença está no nível de detalhe e na finalidade de cada um. Veja como funciona:
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Atestado para o trabalho: geralmente, um atestado simples com o código CID é suficiente para justificar uma ausência no trabalho. A empresa não pode exigir o laudo completo, pois isso violaria o sigilo médico do funcionário.
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Benefícios do INSS: para solicitar benefícios como o auxílio-doença, apenas o CID não é suficiente. O INSS exige o laudo médico detalhado para seja possível avaliar a incapacidade do trabalhador de trabalhar.
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Processos judiciais: em ações que discutem questões de saúde, como pedidos de medicamentos ou aposentadoria por invalidez, o laudo médico é a prova técnica principal. Ele fornece ao juiz todos os elementos para entender a gravidade da situação.
Portanto, enquanto a CID funciona como um título que identifica a doença, o laudo médico é o texto completo que a descreve. Um aponta o diagnóstico, e o outro explica seu contexto e impacto na vida do paciente.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata