O assunto escolhido por Ciro Gomes para tentar anular a força de Lula no Ceará

Embora afaste a possibilidade de apoiar Flávio na disputa nacional, tucano adota um discurso semelhante ao dos bolsonaristas, que também tentam associar petista à tolerância com as facções

Publicidade
Carregando...

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) vem tentando escapar do que chama de “nacionalização” da campanha ao governo do Ceará e, para isso, tenta focar em um tema espinhoso para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a segurança pública. Ciro pediu uma lente especial sobre o “domínio das facções criminosas” em seu programa de governo que está sendo escrito pelo deputado federal Mauro Benevides Filho (União Brasil-CE). De acordo com as pesquisas, Lula e o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) são considerados padrinhos eleitorais importantes no estado.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Para tentar atingir Lula, Ciro pretende lançar holofotes na “infiltração do crime organizado na política”. O discurso terá como mote a suposta tolerância de Lula com o crime. Um exemplo a ser citado por Ciro é o caso do prefeito cassado e foragido de Choró, Carlos Alberto Queiroz, o “Bebeto do Choró”, apontado pela polícia como chefe de um esquema de fraude a licitações e desvio de emendas parlamentares, além de suspeitas de ligações com uma empresa que teria fechado contratos com o CV (Comando Vermelho). Ciro tem apontado que o pai de Camilo Santana, Eudoro Santana, presidente do diretório estadual do PSB no estado, nada fez para tirar Queiroz dos quadros do partido.

Embora afaste a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto na disputa nacional, o discurso de Ciro coincide com o dos bolsonaristas que tentam também emplacar a imagem de Lula como um presidente tolerante com as facções, principalmente após a decisão dos Estados Unidos de classificar, depois de um pedido de Flávio, o CV e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Na eleição para presidente, Ciro segue no discurso “nem Lula nem Bolsonaro”, o mesmo feito pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), que vem cogitando lançar seu nome na corrida ao Planalto com o objetivo de alavancar a bancada federal do partido. Ciro concorda com a estratégia e indica experiências anteriores que ajudaram seu ex-partido, o PDT, a eleger deputados federais. O pré-candidato tucano ao governo do Ceará indica que, embora não tenha passado para o segundo turno em 2018, o PDT elegeu cerca de 30 deputados e, em 2022, quase 20 parlamentares.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay