A esperança que o Itamaraty alimenta após Trump zerar parte do tarifaço

Decisão de Trump removeu tarifa de 40% para 238 produtos brasileiros, como carne bovina, café e cacau. Mas 62,9% das vendas aos EUA permanecem sujeitas a algum tipo de sobretaxa. Além disso, as sanções a autoridades seguem em vigor

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Após o presidente Donald Trump zerar o tarifaço de 40% para uma lista de produtos agrícolas brasileiros, o Ministério das Relações Exteriores ainda aguarda uma resposta para a proposta de negociação encaminhada ao governo dos Estados Unidos em 4 de novembro.

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A expectativa do governo Lula, segundo o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), era receber uma resposta a esse pedido mais amplo até esta semana. Mas a esperada decisão não veio, e a gestão petista foi surpreendida com a decisão de Trump, não menos comemorada, de reduzir as tarifas para a lista de produtos que inclui carnes e café, por exemplo.

Na avaliação de diplomatas e auxiliares do presidente, o ato executivo de Trump que beneficia vários produtos brasileiros é resultado do contexto interno do país, com a inflação seguindo tendência de alta.

Embora Trump tenha mencionado na decisão as conversas recentes com o governo brasileiro, integrantes da equipe econômica entendem que ele reduziu as tarifas em benefício próprio, uma vez que a alta nos preços começou a afetar sua popularidade.

Além de tentar zerar todas as tarifas ainda vigentes, o governo brasileiro quer abrir diálogo com os americanos para tentar suspender as sanções impostas a autoridades do país, entre elas ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. 

Taxas mantidas
Um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que a decisão de Trump removeu a tarifa de 40% para 238 produtos brasileiros, como carne bovina, café e cacau, insumos comuns da cesta de consumo da população americana.

Mesmo com a decisão, 62,9% das vendas brasileiras aos Estados Unidos permanecem sujeitas a algum tipo de tarifa adicional, considerando tanto as medidas horizontais, aplicadas para todos os países, quanto as setoriais, como aquelas voltadas para produtos como aço e alumínio.

Ainda assim, o corte foi comemorado. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a decisão de Trump impulsiona a competitividade dos produtos brasileiros e sinaliza disposição dos Estados Unidos para aprofundar a negociação.

“Setores muito relevantes, como máquinas e equipamentos, móveis e calçados, que tinham os Estados Unidos como principais clientes externos, ainda não entraram na lista de exceções. O aumento das isenções é um sinal muito positivo de que temos espaço para remover as barreiras para outros produtos industriais. Esse é nosso foco agora”, disse Alban.

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