Próximo passo: no Senado, projeto contra sexualização de crianças une base e oposição

Aprovada na Câmara, proposta deve ser votada pelos senadores na próxima semana. Tema ganhou destaque depois da repercussão do vídeo do influenciador Felca com denúncias contra "adultização" do público infantil

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Aprovada pela Câmara na noite de quarta-feira, 20, a proposta que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes no uso de aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e programas de computador voltou para o Senado e deve entrar na pauta do plenário na próxima semana. Com apoio dos parlamentares da base do governo e da oposição, o projeto de lei, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sofreu modificações na Câmara e por isso retorna ao Senado, onde começou a tramitar. 

Na primeira fase no Senado, a proposta foi relatada pelo senador Flavio Arns (PSB-PR), que agora tem preferência para assumir novamente o texto, embora seu nome ainda não tenha sido confirmado pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Nesta quinta, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a votação do projeto será prioridade do governo para a próxima semana, mesmo com a perspectiva do Planalto de enviar ao Congresso mais dois projetos tratando do assunto.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou o projeto ao plenário depois de duas semanas de conturbação nos trabalhos por causa do motim provocado pela oposição para tentar votar a anistia dos condenados pela trama golpista. Motta resolveu votar a proposta depois da divulgação de um vídeo do youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, com denúncias contra a sexualização de crianças e adolescentes. Esse fato levou à prisão do influenciador Hytalo Santos por suspeita de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil.

Proposta de CPI
O texto aprovado na Câmara prevê uma ferramenta que permitirá aos pais e responsáveis legais a capacidade de gerenciar as configurações de privacidade de filhos menores. “Será a primeira lei de proteção a crianças e adolescentes em ambiente digital das Américas. Trabalho iniciado em 2022, e que contou com o apoio de muitos dentro e fora do Parlamento, provando que ainda é possível unir o Brasil na defesa de quem mais precisa”, escreveu em suas redes sociais o senador Alessandro Vieira, autor da proposta, após a aprovação pela Câmara.

A tramitação do projeto no Senado coincide com outras iniciativas que partiram dos senadores após a divulgação do vídeo de Felca. Uma delas é a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da adultização, destinada a investigar crimes cometidos contra crianças e adolescentes, incluindo denúncias de pedofilia e abuso on-line. O anúncio foi feito em plenário por Alcolumbre também na quarta-feira e atende a um pedido feito pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Magno Malta (PL-ES).

A senadora informou que é favorável a que a proposta seja pautada. Abandonou, assim, a ideia de que a CPI representaria censura, antes defendida por deputados e senadores bolsonaristas. Para Damares, o projeto é bastante focado na proteção de crianças e não dá margem a ataques à liberdade de expressão.

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