Quem Lula ouve antes de escolher ministros e desembargadores de tribunais
Presidente tem "conselheiros" no governo e dentro do Supremo Tribunal Federal para tratar de assuntos do Judiciário, incluindo nomeações de juízes
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Se nos primeiros dois mandatos Lula tinha dois conselheiros fixos para consultar quando precisava nomear ministros e desembargadores de tribunais de todo o país, no terceiro mandato a tarefa foi pulverizada. Hoje, o presidente conta com vários interlocutores que o assessoram. Algumas vezes, os aliados disputam entre si quando discordam sobre os nomes ideias para ocupar determinadas vagas.
Nos primeiros governos, eram aliados fiéis do petista para esse tema o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o ex-deputado petista Sigmaringa Seixas. Ambos participaram ativamente da escolha da maior parte dos ministros nomeados por Lula para o STF na época.
Márcio Thomaz Bastos morreu em 2014 e Sigmaringa Seixas, em 2018. O posto, então, passou a ser disputado por integrantes do governo e aliados do presidente.
Na equipe de Lula para assuntos do Judiciário estão o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que integrou o STF até o ano passado; o advogado-geral da União, Jorge Messias; o ministro novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixou a chefia das Relações Institucionais,; e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
A primeira dama, Janja da Silva, costuma dar palpites na indicação para algumas vagas. Normalmente, sai em defesa de candidatas mulheres. Nem sempre, porém, é ouvida pelo marido nesse tema.
No início do mantado atual, Flávio Dino, que comandou a pasta da Justiça, integrava o time. Depois de nomeado para uma vaga no STF, Dino passou a ser um dos principais interlocutores de Lula no tribunal. O presidente ainda leva em consideração a opinião de Dino em nomeações para tribunais. Outro ministro do STF tem interlocução estreita com Lula: Cristiano Zanin, que foi advogado do presidente na Lava Jato e também foi nomeado neste mandato para uma vaga no tribunal.