Fundador da Nomad encerra disputa milionária com meia-irmã por herança
Eduardo Haber pagou pelos direitos hereditários de meia-irmã, que era filha de uma funcionária da família com o pai, o doleiro Roger Haber
compartilhe
SIGA
Eduardo Haber, cofundador da fintech Nomad, encerrou uma disputa que travava com sua meia-irmã, Bruna de Souza Haber, pelo espólio do pai, o doleiro Roger Clement Haber. Filha de uma cozinheira da família, Bruna teve a paternidade de Roger reconhecida em 2024.
A partir do reconhecimento dela como filha do doleiro, começou a disputa pelo espólio de Roger Haber, que morreu em 2010. A briga chegou ao fim no ano passado, com o pagamento de R$ 7,6 milhões a Bruna por seus direitos hereditários. O que chama a atenção é que o valor firmado é muito maior do que o patrimônio do espólio, de cerca de R$ 4 milhões.
Os dois valores constam da escritura pública de cessão de direitos hereditárias registrada no 19º Tabelionato de Notas de São Paulo, a que a coluna teve acesso esta semana. Mantida em sigilo, a certidão foi lavrada em agosto.
Procurada pela coluna, a assessoria de Haber não comentou os valores e o montante da fortuna deixada pelo pai. “A defesa da família Haber esclarece que o caso foi encerrado em agosto de 2025 com acordo entre as duas partes”, afirmou a nota da família.
O advogado de Bruna, Bruno Puerto Carlin, confirmou que o caso foi encerrado, mas não quis comentar sobre o acordo por correr em segredo de Justiça.
Mas as polêmicas em torno da família seguem, envolvendo uma outra pessoa: a artista plástica Paula Parisot. Viúva de um irmão de Eduardo Haber, Paula e seus filhos gêmeos de 14 anos também são herdeiros de Roger Haber e de sua esposa, Myriam Haber, que morreu na semana passada. Paula Parisot e seus filhos vivem em Buenos Aires, onde obtiveram uma medida protetiva contra Eduardo Haber, que hoje não está mais na Nomad.
“A defesa de Eduardo Haber esclarece que os fatos que levaram à infundada medida protetiva citada pela reportagem já foram considerados inexistentes pela Justiça argentina, país onde foi expedida a medida, tanto que a queixa apresentada pela outra parte foi arquivada pelo Ministério Público daquele país.
Assim, a medida protetiva não somente é infundada, como faz parte de um plano de perseguição da autora contra Eduardo e sua família, que vêm sofrendo há mais de 10 anos com atos já classificados pela Justiça Argentina como tentativa de estelionato.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A autora em questão assumiu sua responsabilidade sobre os atos e fez acordo com o Ministério Público da Argentina, de onde não pode sair sem autorização. Ela cumpre medidas determinadas pela Justiça local, além de responder a inquérito policial por uso de documento falso no Brasil.”