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Microsoft aumenta emissões e consumo de água em meio à expansão da IA

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A Microsoft registrou um aumento de 27% em suas emissões de gases de efeito estufa durante seu exercício fiscal de 2025, em comparação com o exercício anterior, segundo um documento divulgado nesta quinta-feira (9), que também indica um crescimento de 22% em seu consumo de água.

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Relatórios publicados na semana passada pelo Google e pela Amazon também mostraram aumentos nas emissões, de 18% e 16%, respectivamente, e as três empresas reconheceram que a expansão da infraestrutura de inteligência artificial está ocorrendo em um ritmo superior ao de seus esforços de descarbonização.

As emissões totais da Microsoft atingiram 21,1 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente (mtCO2e) no exercício encerrado em 30 de junho de 2025, ante 16,7 milhões no ano anterior, de acordo com a Folha de Dados Ambientais 2026 da empresa.

Assim como suas concorrentes, a Microsoft passou a emitir mais gases de efeito estufa por dólar de receita.

Sua intensidade de emissões aumentou para 75,0 mtCO2e por milhão de dólares de receita, ante 68,1 no ano anterior — a primeira alta em pelo menos seis anos — enquanto a receita cresceu 15%, alcançando 281,7 bilhões de dólares (R$ 1,45 trilhão).

O aumento deveu-se, em grande parte, a um crescimento expressivo das emissões associadas à eletricidade adquirida, que saltaram de 259.090 mtCO2e para 2,7 milhões de mtCO2e.

A Microsoft atribuiu parte desse aumento à sua decisão, tomada em fevereiro de 2025, de deixar de adquirir certificados disponíveis no mercado para compensar emissões em sua contabilidade climática.

Por outro lado, o consumo de água aumentou 22%, chegando a 8.170 megalitros. Cerca de metade da água captada veio de áreas classificadas como de alto ou extremamente alto estresse hídrico.

Os relatórios da Microsoft, do Google e da Amazon refletem os alertas da Organização das Nações Unidas (ONU), que, no início deste mês, informou que os centros de dados consomem tanta energia que apenas dez países apresentam um consumo superior.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou a Iniciativa de Transparência Ambiental para a Inteligência Artificial durante a Semana do Clima de Londres, em 23 de junho, e exortou as grandes empresas do setor a fazer com que seus centros de dados operem com energia renovável até 2030.

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bur-arp/des/ad/am

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