Internacional

General afastado por ordem de Petro será ministro da Defesa da Colômbia

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, nomeou nesta segunda-feira (6) como ministro da Defesa o general da reserva Jorge Eduardo Mora, afastado do serviço ativo por decisão do presidente Gustavo Petro no início de seu governo, há quatro anos.

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O advogado de extrema direita De la Espriella assumirá o poder em 7 de agosto, substituindo o esquerdista Petro. Ele prometeu uma política de segurança mais rígida contra guerrilhas e cartéis do narcotráfico, em meio ao agravamento da violência no país na última década.

Mora, general do Exército oriundo de uma família de altos oficiais militares, terá o desafio de reorientar o papel das forças de segurança com uma visão diferente da adotada pelo governo Petro, que buscou negociar com grupos armados sem resultados conclusivos.

"Hoje entrego o Ministério da Defesa a um homem que dedicou sua vida a servir a Colômbia com honra, disciplina e lealdade", anunciou De la Espriella, conhecido como "El Tigre", na rede social X.

Especialista em crime transnacional e narcotráfico, Mora acumula 30 anos de experiência.

"Um soldado que travou todas as batalhas com honra", afirma a narração de um vídeo gerado por inteligência artificial divulgado pela equipe do presidente eleito, no qual policiais e militares caminham ao lado de um tigre que ruge.

Na Colômbia, o Ministério da Defesa coordena tanto as Forças Armadas quanto a polícia.

Mora foi colocado na reserva em 2022, juntamente com outros generais, durante as mudanças promovidas na cúpula militar no início do mandato de Petro, ex-guerrilheiro e primeiro presidente de esquerda da história do país.

Natural de Cúcuta, cidade do nordeste colombiano na fronteira com a Venezuela e fortemente afetada pela violência, Mora disputou sem sucesso uma vaga no Congresso neste ano pelo partido de De la Espriella, que conquistou representação minoritária nas eleições legislativas de março.

No domingo, o presidente eleito anunciou a criação de um "bloco de defesa para a segurança urbana" voltado ao combate à extorsão e a outros crimes. Também declarou a intenção de "revogar (...) os privilégios que Petro concedeu aos narcoterroristas".

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vd/lv/ad/lm/aa

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