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Fuzileiros navais dos EUA reparam porto de La Guaira após terremotos na Venezuela

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Fuzileiros navais dos Estados Unidos trabalham para reparar o porto de La Guaira após o duplo terremoto na Venezuela, disse nesta segunda-feira (29) um funcionário do alto escalão do governo de Donald Trump. 

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Uma "equipe especializada de fuzileiros" está "trabalhando dia e noite para reparar esse porto e permitir a entrega, por via marítima, de suprimentos essenciais", disse a jornalistas sob condição de anonimato. 

O funcionário acrescentou que o USS Fort Lauderdale, um navio de guerra de transporte anfíbio, também havia atracado no local. 

O porto de La Guaira, na costa norte, é um dos dois principais do país. Mais cedo, nesta segunda-feira, o Departamento de Estado anunciou que Washington destinou mais de 300 milhões de dólares (1,55 bilhão de reais) à Venezuela. 

Isso representa o dobro do montante anunciado anteriormente, de 150 milhões de dólares (775 milhões de reais). 

"Esses recursos fornecerão atendimento médico de emergência, assistência alimentar, água e saneamento, abrigo, proteção e apoio logístico", afirmou o Departamento em nota. 

A ajuda é canalizada por organizações como Samaritan’s Purse, Catholic Relief Services, a Organização Internacional para as Migrações, Unicef, o Programa Mundial de Alimentos e a Cruz Vermelha. 

Washington, que enviou navios de guerra e ajudou a reabrir parcialmente o danificado aeroporto de Caracas, destacou quatro equipes urbanas de busca e resgate, com mais de 300 socorristas e quase vinte de cães farejadores, acrescentou o comunicado. 

Devastadores terremotos consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a costa caribenha da Venezuela na quarta-feira. 

O balanço oficial mais recente é de 1.450 mortos e 3.150 feridos. O governo evita falar de desaparecidos, número que as Nações Unidas calculam em mais de 50 mil. 

Um forte tremor foi sentido nesta segunda-feira em Caracas e no vizinho estado de La Guaira, enquanto a esperança de encontrar sobreviventes diminui e cresce a frustração com a resposta do governo. 

A ajuda chega em um momento de aproximação entre Washington e Caracas, após a prisão do presidente deposto Nicolás Maduro em janeiro e do trabalho conjunto entre Trump o governo interino de Delcy Rodríguez.

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jz/ad/cr/jc/aa

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