Rússia se diz "indignada" por estar na lista da ONU sobre violência sexual
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A Rússia expressou nesta quinta-feira (4) sua indignação por ter sido incluída em uma lista da ONU de partes acusadas de violência sexual em zonas de conflito, classificando a medida como tendenciosa e destinada a desacreditar Moscou.
Publicada anualmente pelas Nações Unidas, a lista inclui dezenas de grupos estatais e não estatais suspeitos de forma crível de terem cometido "sistematicamente" atos de violência sexual.
"Estamos extremamente decepcionados e, eu diria, indignados com a decisão claramente tendenciosa e politizada do secretário-geral da ONU de incluir as forças armadas e de segurança russas na lista", declarou a jornalistas o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya.
O relatório de António Guterres "contém informações sobre crimes que não apenas não podem ser confirmados devido à ausência dos dados necessários, mas que também não demonstram o caráter sistemático das supostas violações, um critério fundamental para ser incluído na lista", acrescentou.
"Dá a impressão de que o documento foi preparado de maneira meramente formal e com a intenção de alcançar um resultado predeterminado para desacreditar a Rússia e ocultar as ações ilegais do regime de Kiev", afirmou.
As forças de segurança russas foram acrescentadas à lista negra de violência sexual na semana passada, e a ONU assinalou que seus inspetores têm sido sistematicamente impedidos de atuar por Moscou.
O relatório do secretário-geral detalhou incidentes de violência contra prisioneiros de guerra, que prestaram testemunho após sua libertação.
A Ucrânia, embora não figure na lista, não ficou isenta de críticas: o relatório menciona 31 casos de violência sexual cometidos por forças de segurança ucranianas, especialmente contra prisioneiros de guerra.
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