Ex-assessor de Trump se declarará culpado de reter documentos confidenciais
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John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump durante seu primeiro mandato e um de seus críticos mais ferrenhos, se declarará culpado de reter documentos relacionados à defesa nacional, segundo informações da imprensa americana nesta quinta-feira (4).
Um júri federal em Maryland, perto de Washington, indiciou Bolton, de 77 anos, em outubro, por divulgar e reter documentos. O ex-assessor inicialmente se declarou inocente.
O tribunal agendou uma nova audiência de acusação para 26 de junho.
Segundo a mídia americana, Bolton se declarará culpado de reter documentos em troca do pagamento de uma multa de mais de dois milhões de dólares.
Em um livro que publicou em 2020 sobre seus quase um ano e meio como assessor de Trump, Bolton afirmou que o presidente republicano é "incapaz" de liderar os Estados Unidos.
A Justiça acusa Bolton de ter "abusado de sua posição como assessor de segurança nacional ao compartilhar mais de mil páginas de documentos" com duas pessoas de seu círculo íntimo que não tinham autorização para acessar esse tipo de informação.
A mídia local relata que as duas pessoas com quem ele compartilhou as informações eram sua esposa e filha.
Bolton foi a terceira figura política a ser indiciada desde o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, seguindo os passos do ex-diretor do FBI, James Comey, e da procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James.
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