UE rejeita ideia de pagar 'pedágio' em Ormuz e defende liberdade de navegação irrestrita
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A União Europeia (UE) afirmou, nesta quinta-feira (9), que a liberdade de navegação no estratégico Estreito de Ormuz deve ser garantida sem "qualquer pagamento ou pedágio", após o Irã sugerir que poderia cobrar pela passagem de navios.
"O direito internacional consagra a liberdade de navegação, o que significa (...) que não deve haver qualquer pagamento ou pedágio", declarou o porta-voz da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
"A liberdade de navegação é um bem público e deve ser garantida", acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou nesta quinta-feira a ideia de estabelecer um mecanismo de pedágio no Estreito de Ormuz como "inaceitável".
O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou na quarta-feira a criação de uma empresa conjunta para gerenciar a navegação no estreito em troca de pagamento.
Na noite de terça-feira, Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz.
Essa passagem vital para o comércio global de hidrocarbonetos está praticamente bloqueada pelas autoridades iranianas desde que os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro, desencadeando uma guerra no Oriente Médio que fez os preços do petróleo dispararem.
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