Wall Street fecha no vermelho, enfraquecida pelo petróleo
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A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta quinta-feira (19), enfraquecida pela instabilidade do mercado de petróleo e em meio ao temor dos investidores de uma retomada da inflação provocada pela alta dos preços da energia.
O índice Dow Jones caiu 0,44%, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 recuaram 0,28%.
“O conflito com o Irã se intensificou [...], e os ataques contra instalações energéticas estratégicas dispararam os preços do petróleo e reacenderam a inquietação geopolítica em todos os mercados”, afirmou José Torres, da Interactive Brokers.
As atenções se voltaram para a maior planta de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, localizada no Catar.
Segundo a estatal Qatar Energy, ela foi alvo de sucessivas ondas de ataques aéreos e sofreu “danos consideráveis”. Outras infraestruturas-chave no Oriente Médio também foram atacadas.
As repercussões serão “significativas” para o “fornecimento de energia mundial”, advertiu nesta quinta-feira o primeiro-ministro catariano.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, “os preços da energia têm sido a única bússola para os mercados financeiros e de ações”, comentou à AFP Nathalie Benatia, economista da BNP Paribas Asset Management.
Declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no fim da sessão desta quinta “contribuíram para impulsionar o mercado” nos Estados Unidos, segundo Patrick O’Hare, da Briefing.com.
A guerra com o Irã “vai terminar antes do que as pessoas pensam”, afirmou Netanyahu, garantindo ver “fissuras” dentro do governo iraniano “e no terreno”.
No mercado de títulos, o rendimento dos papéis do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos registrou fortes oscilações nesta quinta-feira.
Subiu até 4,32% em meio a pressões inflacionárias, mas depois despencou para 4,24% após a atualização de uma licença dos Estados Unidos para o petróleo russo.
Os investidores interpretaram inicialmente essa medida como uma maior abertura em relação à Rússia, embora a atualização, na realidade, se refira aos envios para Cuba e Coreia do Norte, países que continuam sob sanções de Washington.
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