Venezuela vai pedir a comissário da ONU que verifique a libertação de presos, em meio a denúncias de lentidão
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai pedir ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos que verifique a libertação de 626 presos realizada por seu governo, em meio a críticas de familiares e ONGs à velocidade do processo.
Delcy governa interinamente a Venezuela desde a queda de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana, no último dia 3, e se comprometeu a libertar presos políticos.
"Chega de mentira!", exclamou a presidente, que anunciou nesta sexta-feira (23) 626 libertações no país. O governo divulga desde dezembro um total que contrasta com informações de ONGs.
A Foro Penal, que defende presos políticos, contabilizou 269 solturas no mesmo período, e afirma que mais de 700 pessoas permanecem detidas por motivos políticos.
Familiares denunciam a lentidão do processo desde o último dia 8, quando foi anunciado oficialmente um "número importante" de libertações. Dezenas deles se reúnem no entorno de prisões de todo o país, na expectativa de ver seus entes queridos serem soltos.
"Conversarei por telefone na próxima segunda-feira com o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk . Pedirei a ele que, por meio do seu escritório, verifiquem-se as listas de pessoas libertadas na Venezuela", disse Delcy, que evita se referir a elas como presos políticos.
A relação entre o governo venezuelano e o alto comissário é tensa há anos. A ONU denunciou violações dos direitos humanos no país, o que o governo venezuelano nega.
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