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Trump diz ser o presidente da paz, mas não hesita em puxar o gatilho

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Donald Trump voltou ao poder com a promessa de ser um presidente da paz, mas em menos de um ano de mandato não hesitou em recorrer à força de maneira drástica, como no Irã, na Nigéria ou na Venezuela.

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Trump ordenou os ataques militares em grande escala deste sábado (3) na Venezuela e afirmou que o líder do país, Nicolás Maduro — a quem acusa de chefiar um governo narcotraficante — havia sido capturado e retirado do país em um voo.

A operação que marcou a virada do Ano Novo ocorreu depois de o Exército dos Estados Unidos ter atacado a Nigéria no dia de Natal, no que Trump disse ter sido uma operação direcionada contra jihadistas para apoiar os cristãos.

Meses antes, ele atacou instalações nucleares no Irã, um dos mais ferrenhos inimigos dos Estados Unidos, para declarar imediatamente "vitória" e dar por encerrada a ofensiva.

E horas antes do ataque na Venezuela, Trump advertiu que estava pronto para atacar novamente o Irã caso o regime clerical volte a reprimir violentamente o movimento de protesto nas ruas.

— Aspirante ao Nobel da Paz —

A inclinação para a guerra pareceria contradizer a imagem de um presidente que proclamou em voz alta merecer o Prêmio Nobel da Paz por, segundo ele e seus apoiadores, ter posto fim a oito guerras.

Em seu segundo discurso de posse, em 20 de janeiro do ano passado, Trump afirmou: "Meu legado mais orgulhoso será o de pacificador e unificador".

Mas o republicano também tem reivindicado o que chama de "paz por meio da força", para atacar governos autoritários que foram condenados e sancionados nas Nações Unidas ou que lhe são simplesmente hostis.

Washington publicou há menos de um mês uma nova e dura Estratégia de Segurança Nacional, na qual proclamou uma revisão da Doutrina Monroe, pela qual os Estados Unidos voltam a considerar prioritários seus interesses na América Latina.

Trump afirma que impulsiona a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada pela guerra lançada por Israel, e insiste em liderar as negociações para alcançar a paz entre Rússia e Ucrânia.

Mas, ao mesmo tempo, rebatizou o Departamento de Defesa como "Departamento da Guerra".

"Estamos alcançando a paz por meio da força. É isso que estamos fazendo", disse Trump em um comício no mês passado na Pensilvânia.

— Estratégia de "perdedores" —

Trump fez campanha, tanto em seu primeiro mandato quanto neste segundo, contra o intervencionismo americano além de suas fronteiras.

Em sua visão, enviar milhares de soldados e gastar bilhões de dólares na invasão e depois na reconstrução de um país, como ocorreu no Afeganistão ou no Iraque, é uma estratégia de "perdedores".

Por isso, ele promove operações pontuais, nas quais as forças armadas possam demonstrar sua capacidade de destruir ou capturar alvos-chave e, em seguida, se retirar proclamando vitória.

Em um discurso em Riade, em maio, Trump afirmou que "os chamados construtores de nações destruíram muito mais nações do que construíram" e que não compreendiam os países nos quais intervinham.

"Maduro NÃO é o presidente da Venezuela e seu regime NÃO é o governo legítimo. Maduro é o líder do Cartel dos Sóis, uma organização narcoterrorista que se apoderou de um país. E é acusado de introduzir drogas nos Estados Unidos", recordou o secretário de Estado, Marco Rubio, neste sábado, ao republicar uma mensagem antiga na rede X.

Trump, no entanto, já ganhou um prêmio da paz desde que assumiu o cargo.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entregou no mês passado a Trump, em Washington, uma honraria do organismo máximo do futebol antes da próxima Copa do Mundo, por seus esforços "em favor da concórdia mundial".

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ct-jz/dga/am

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