Internacional

México não tomará represálias imediatas contra tarifas dos EUA ao aço e alumínio

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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira (12) que seu governo esperará até 2 de abril para decidir quais medidas tomará em resposta à imposição de tarifas sobre as exportações mexicanas de aço e alumínio implementadas pelos Estados Unidos.

"Vamos esperar para ver como será o dia 2 de abril para ver se nós também precisamos tomar algumas medidas dentro da mesma estrutura de reciprocidade, assim como o governo dos Estados Unidos está fazendo", disse a presidente esquerdista durante sua coletiva de imprensa matinal.

Sheinbaum lembrou que, após conversar com o presidente Donald Trump na semana passada, tanto seu governo quanto o do Canadá conseguiram adiar a aplicação de uma tarifa geral de 25% pelos Estados Unidos sobre as importações de seus países, no âmbito do acordo de livre comércio T-MEC, do qual os três são parceiros.

As tarifas de Washington sobre o aço e o alumínio, em vigor a partir desta quarta-feira, também incluíram México e Canadá.

Sheinbaum acrescentou que, quando o prazo terminar, seu governo decidirá "se imporá tarifas" recíprocas ao alumínio e ao aço.

Enquanto isso, a presidente disse que manterá o diálogo com fabricantes locais de aço, como ArcelorMittal, Tenaris e Ternium.

O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou que participará da coletiva de imprensa diária de Sheinbaum na quinta-feira para fornecer mais detalhes sobre as negociações com os Estados Unidos. 

Ele antecipou que, em 2 de abril, "os Estados Unidos anunciarão a nova política comercial que será implementada nos próximos quatro anos", de acordo com uma mensagem publicada em sua conta da rede X. 

O México é o 14º maior produtor de aço do mundo e 77,5% de sua produção local de produtos de aço acabados é destinada ao mercado americano, de acordo com a Câmara Nacional da Indústria do Ferro e do Aço (Canacero). 

O país latino-americano foi o principal destino das exportações de produtos siderúrgicos americanos em 2024, com 52%, segundo dados do governo mexicano.

jla/ai/nn/dga/aa

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